Entrevistamos Arsênio Clarus, técnico brasileiro de futebol. Como a maioria de seus pares, Arsênio utiliza sua posição de destaque na mídia para se engajar em causas interessantes. É politizado e se diz cansado das “coisas que aí estão”.
Pretende armar seu time com formações bastante ofensivas, jura acompanhar de perto o futebol europeu e garante não ser racista.
Ou não.
A classe de vocês segue desunida?
Melhorou, mas continua muito desunida. É só um colega começar a ir mal em um time para chover telefonemas para a diretoria. Uma trairagem.
Mas quando você estava desempregado mencionou que gostaria de dirigir uma equipe que, àquela altura, ainda tinha um treinador no cargo…
Eu fiz isso, é? Deixa pra lá. Deve ser coisa de jornalista, blá blá blá…
O Santos é um exemplo para os outros times brasileiros?
É fácil jogar no ataque quando você olha pro lado e vê Robinho, Neymar, Ganso…
Mas os times europeus também andam atacando um bocado…
Lá estão os melhores do mundo, tem estrutura e… bem, hummmm, ããã…
Deixa pra lá… O que você faz quando seu time abre o placar?
Tiro um atacante e coloco um volante. Não é isso que é pra fazer?
Não sei. A propósito, o que um técnico deve fazer com um jogador que chama o outro de “macaco”?
É coisa de jogo, de campo. As pessoas tem de saber separar!
Mas isso não é uma ofensa racista?
De jeito nenhum! Tenho um monte de amigos negros, sempre joguei com negros…
Mas esses amigos negros certamente não gostam de ser chamados de “macacos”.
De jeito nenhum! Tenho um monte de amigos negros, sempre joguei com negros…
Você já respondeu isso…
Já, é? Vocês da imprensa estão sempre querendo polemizar.
Não é a imprensa que acha normal chamar alguém de “macaco”…
De jeito nenhum! Tenho um monte de amigos negros, sempre joguei com negros!
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Brilhante, garoto!
Parabéns pelo post. Perfeito.