Do fundo do baú para março, 2010

Disputada desde 1960, a Eurocopa tem charme e importância de sobra. Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, porém, vale lembrar como a competição europeia diz muito pouco sobre o Mundial.

Exemplos clássicos desta escrita são as ótimas seleções (e gerações) de França e Holanda, campeãs europeias em 1984 e 88, respectivamente.

Se a geração de Platini ao menos foi semifinalista nas Copas da Espanha (82) e México (86), os holandeses caíram frente à futura campeã Alemanha nas oitavas de final da Copa de 90.

Por falar nos “Deutschers”, são eles (sempre eles) os únicos a vencerem uma Euro e, dois anos depois, repetirem o feito no Mundial.

Em 1972, a então Alemanha Ocidental bateu a União Soviética na final da Euro. Anfitriões da Copa de 74, Beckenbauer e companhia confirmaram a supremacia e ergueram a Copa.

A mesma Alemanha bateu na trave anos depois, quando foi campeã europeia em 80 e vice mundial em 82. Já a Itália, campeã da Euro em 1968, foi goleada pelo Brasil da final da Copa de 70.

Estará a Espanha – atual detentora da Euro – preparada para se juntar à Alemanha? Campeã da Euro em 1964, a Fúria sequer passou da primeira fase na Inglaterra-66.

Confira abaixo os campeões da Euro e seus desempenhos nas Copas do Mundo:

1960 – União Soviética (caiu nas quartas de final em 58 e 62)

1964 – Espanha (caiu na primeira fase em 62 e 66)

1968 – Itália (caiu na primeira fase em 66 e vice-campeã em 70)

1972 – Alemanha (terceiro lugar em 70 e campeã em 74)

1976 – Checoslováquia (não se classificou em 74 e 78)

1980 – Alemanha (segunda fase em 78 e vice-campeã em 82)

1984 – França (quarto lugar em 82 e terceiro lugar em 86)

1988 – Holanda (não se classificou em 86 e oitavas de final em 90)

1992 – Dinamarca (não se classificou em 90 e 94)

1996 – Alemanha (quartas de final em 94 e 98)

2000 – França (campeã em 98 e primeira fase em 2002)

2004 – Grécia (não se classificou em 2002 e 2006)

2008 – Espanha (oitavas de final em 2006)

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Se houvesse uma lista dos principais esportes, o boxe certamente estaria no top 10. A modalidade apresentou ao mundo gente como Rocky Marciano, Muhammad Ali, Evander Holyfield, Oscar De La Hoya, Julio Cesar Chavez e Mike Tyson, mas hoje vive em um limbo tão profundo que é difícil ver uma saída fácil.

Prova disso é que, em 21 de março, o ucraniano Vladimir Klitschko manteve seus cinturões dos pesos pesados ao derrotar o americano Eddie Chambers e a repercussão foi mínima. Klitschko, assim como a maioria dos lutadores atuais, não conseguiu criar uma base de fãs, não conseguiu se tornar ídolo, algo fundamental para manter a vitalidade de qualquer esporte.

Em mundo cada vez mais dominado pelo MMA, o filipino Manny Pacquiao talvez seja o único lutador de boxe que consiga aliar uma performance de alto nível com uma personalidade interessante, conquistando fãs no mundo todo. Sua importância foi reconhecida, em novembro passado, pela versão asiática da revista Time, que classificou o Pacman como a grande esperança de salvar o boxe.

A boa notícia para o boxe é que seus ídolos podem surgir de uma hora para outra e que o esporte faz parte do imaginário de muita gente. É por isso que até lutadores fictícios, como Ivan Drago e Apollo “Doutrinador” Creed, da série Rocky, continuam interessantes até hoje.

Neste vídeo, do Jace Hall Show, os atores Dolph Lundgren (Drago) e Carl Weathers (Apollo) se reencontraram para uma revanche da luta de Rocky IV, na qual Drago tragicamente matou Apollo. O detalhe é que a revanche se deu no game de boxe do Wii. Como os dois são ídolos, ainda que virtuais, isso pouco diminuiu o interesse o resultado do confronto.

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A Panini apresentou nesta terça-feira, em São Paulo, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo 2010. O volume será vendido a R$ 3,90 chega às bancas dia 11 de abril e tem 636 cromos. Cada pacotinho terá 5 figurinhas e custará R$ 0,75.

A principal novidade é que cada jogador terá sua figurinha. Ao contrário das edições anteriores, seleções fracas não terão dois jogadores em cada figurinha.

Como acontece tradicionalmente, o álbum tem erros, já que é publicado antes das convocações das seleções. No Brasil, aparecem Ronaldinho Gaúcho e André Santos, que não devem ser convocados. Beckham, lesionado, também está no álbum.

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O belo gol do croata Ivica Olic na tarde de hoje foi uma doce vingança para o Bayern de Munique. Onze anos depois de sofrer a derrota mais dolorida da história da Champions League, o time alemão bateu o Manchester United nos descontos e segue com chances de avançar para as semifinais.

O time de Louis van Gaal teve atuação arrasadora no segundo tempo. Sem Schweinsteiger e Robben, jogou na base do coração, empurrado pela torcida e só parou nas mãos de Edwin van der Sar, que fez pelo menos três grandes defesas.

O trunfo do Bayern foi a empáfia do Manchester. Antes do jogo, Alex Ferguson disse que sua equipe havia chegado ao auge, mas o que ficou claro na Allianz Arena foi a dependência que o time tem de Wayne Rooney.

Ferguson fechou o meio e deixou o atacante isolado na frente. Com a pressão magnífica do Bayern, o meio dos Red Devils sucumbiu e a virada ficou óbvia.

A alegria alemã, entretanto, pode ser passageira. A defesa do Bayern (fora Lahm) é muito ruim e o time precisará da parceria Robben-Ribery para ter sucesso em Old Trafford, ainda mais tendo sofrido um gol em casa. Como a vitória por 1 a 0 é suficiente, o Manchester segue favorito, mas a presença de Rooney, que saiu machucado hoje, é essencial. Se o “Shrek” ficar fora do jogo de volta, a vingança bávara poderá se completar com mais facilidade.

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Sport

É impressionante como o Sport está sobrando no Campeonato Pernambucano. Atual tetracampeão, o Rubro-negro já engatou a quinta marcha e parece não ter adversários no caminho rumo ao pentacampeonato.

A vitória por 2 a 0 no Clássico das Multidões (como é conhecido o jogo contra o Santa Cruz), anteontem, deixou o Leão da Ilha com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado — o Náutico. São 44 pontos somados em 18 jogos de invencibilidade (13 vitórias e cinco empates).

Portanto, só mesmo alguma zebra no mata-mata pode estragar a festa lá na Ilha.

Ao final da primeira fase (jogos em turno e returno), os quatro primeiros colocados fazem a semifinal. Hoje, o Sport enfrentaria a frágil Cabense, enquanto Santa e Náutico se desgastariam no clássico para ver quem chega à grande decisão.

O principal astro da boa campanha do Sport é o atacante Ciro, de 20 anos. Em 2008, quando o Sport abocanhou a Copa do Brasil, o garoto foi apontado como uma das grandes revelações do futebol brasileiro e nome certo em especulações sobre negociações milionárias.

Como se sabe, a fase de Ciro — e do Sport — mudou da água para o vinho. Ano passado, o atacante caiu em desgraça com a torcida e ainda viu o time cair para a Segundona do Brasileirão.

Agora, sob o comando do experiente Givanildo, e ao lado de velhos colegas, como o goleiro Magrão, o lateral Dutra e o volante Daniel, Ciro parece pronto para se firmar. E a Série B ganha tempero…

Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.

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O Santos manteve a rotina e goleou. Desta vez a vítima foi o Monte Azul e o placar, 5 a 0. O resultado não alterou em nada a tabela de classificação, mas deixou o líder mais perto de uma marca assustadora: a média de gols de um dos maiores ataques dos últimos 20 anos.

Em 1996, o Palmeiras montou um time com Djalminha, Rivaldo, Luizão e companhia que assombrou os rivais. No Paulistão, marcou 102 gols em 30 jogos, o que rendeu 83 pontos, muito à frente do vice São Paulo, com 55.

Naquele campeonato, o esquadrão orientado por Wanderley Luxemburgo cravou uma média de 3,4 gols por partida. Na atual edição do Paulista, o Peixe já tem 54 em 17 partidas, o que significa 3,17 de média. Tivesse marcado mais quatro vezes, já igualaria o memorável time alviverde.

É muito improvável que o Santos alcance o ritmo daquele Palmeiras nos dois jogos restantes. Mas, ao menos, uma coisa já conseguiu: trazer de volta a magia e a beleza do futebol ofensivo. Veja gols da equipe Dorival Júnior contra o Monte Azul.

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O inglês The Guardian conta que a Virgin, uma das três equipes estreantes da Fórmula 1, teve um achado sensacional no carro. O time do bilionário excêntrico Richard Branson descobriu que o tanque de combustível dos carros não é grande o bastante para completar uma corrida.

Vamos entender. O carro é uma bomba, como são também o das outras novatas, Hispania e Lotus. Sempre quebra depois de algumas voltas – o máximo que o time conseguiu foi fazer Timo Glock dar 41 voltas na Austrália até a suspensão pedir arrego. Mas, caso o alemão não tivesse problemas mecânicos, pararia com pane seca – desde o início desta temporada o reabastecimento está proibido.

É um erro primário de cálculo. Qualquer computador, mesmo semianalfabeto, destes usados na F-1 indicaria que tamanho o taque deveria ter baseado no consumo do motor Cosworth que equipe os carros de Glock e Lucas di Grassi. “Nós pedimos à FIA para alterar o tamanho do tanque e ficamos satisfeitos porque ela nos deu esta permissão”, disse ao jornal Nick Wirth, diretor-técnico da Virgin.

Que ninguém na equipe venha contar piadas que tenha como protagonistas personagens com os conhecidos nomes Joaquim ou Manuel. Vai pegar mal.

Di Grassi, Richard Branson e Glock: eles estão rindo, mas certamente não é de uma piada de português.

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Não é a toa que o sucesso dos tenistas brasileiros depende unicamente do talento deles próprios, sem que tirem uma única vantagem do modelo de trabalho que aqui está implantado – ou talvez o problema seja que não há nenhum modelo implantado. Foi assim com Guga, está sendo com Bellucci e será com a próxima geração.

Quando cheguei ao mundo do tênis, ouvi dizer que os grandes problemas eram a falta de união, excesso de egos inflados e pouquíssima transparência. Os sorrisos e tapinhas nas costas não são o que parecem, me diziam. E não demorou a perceber que alguns jogadores, treinadores e ex-atletas são mesmo muito diferentes daquilo que parecem quando as câmeras estão ligadas. Se serve como alento, que bom!, Guga, o principal, não é um deles.

No ano passado, quando a CBT decidiu investir no espanhol Emilio Sanchez como coordenador do tênis nacional (aliás, furo do Esporte Fino), muito se falou que era hora de treinadores, dirigentes e ex-jogadores se unirem em torno de um projeto comum. Agora, dá para ver que aquela esperança não passou de um espasmo.

Nas últimas semanas, Fernando Meligeni usou seu Blog para disparar contra Jorge Lacerda Rosa, presidente da Confederação. Chegou a dar alfinetadas, tratando do suposto alto salário de Sanchez. Lacerda Rosa respondeu pesado, Meligeni teve a sua tréplica. E eis que, nesta sexta-feira, Emilio mostrou as caras: enviou email para a imprensa com uma longa carta relatando sua decepção com a guerra no tênis nacional e a falta de apoio das principais personagens do nosso esporte. Meligeni foi rebatido nominalmente.

Confira abaixo trechos publicados da carta do espanhol por Tenisbrasil. A coisa realmente está feia. E não melhorou nada com a decisão de tornar pública a lavação de roupa suja.

“Duas semanas atrás escrevi um artigo para a Revista Tennis View, mas um dia antes de enviar o texto para sua publicação, escutei que Fernando Meligeni fez duras acusações ao presidente da Confederação, reivindicando que Jorge Lacerda deveria dar explicações sobre em que gastava o dinheiro da CBT… que estava acontecendo o mesmo que com a gestão anterior e deixou claro que estava muito preocupado sobre o salário que pagavam pelo meu trabalho. No dia seguinte, Thomaz Koch, Nelson Aerts e Ricardo Acioly se uniram às críticas. Comprendo que as pessoas que não fazem parte do projeto falem, mas as críticas de Acioly me surprenderam bastante porque duas semanas atrás chegamos a um acordo que seu centro de treinamento seria um dos centros regionais, seu jogador (Feijão) receberia o dobro de ajuda financeira e outro jogador seu entraria no grupo de jogadores que recebem apoio da CBT. O próprio Acioly seria um dos treinadores que apoiariam os jogadores brasileiros no circuito.

“Naquele artigo à revista, eu falava sobre a boa energia que se estava criando, do otimismo e das boas expectativas, mas depois destas declarações decidi não publicar o artigo. Não tinha sentido divulgar que se estava ganhando credibilidade no nosso projeto se alguns nomes importantes do tênis brasileiro diziam o contrário. Então me perguntei: O que nós da CBT devemos fazer? E a filosofia de trabalho que estamos seguindo desde o primeiro dia que entrei? Dei-me conta da resposta: “Dar um ótimo serviço e unir toda a comunidade tenística brasileira”. Vamos seguir nessa linha de trabalho que está começando a ter resultados e continuar melhorando. Uma pena que agora que estão aparecendo as melhorias para o tênis brasileiro há pessoas que preferem seguir criticando e criando discórdia, optando por estar do outro lado da mesa… Acima de tudo deve-se haver um espírito de união entre todos, que é o que a gente esta incentivando que aconteça.

“Aceito as criticas, compreendo que tem gente que se incomoda por ter um estrangeiro dizendo o que se deve fazer com o tênis deste país, também que pensem que tem gente que poderia fazer melhor. Mesmo assim, continuo feliz… a CBT está mudando, é uma empresa séria, fez auditoria, gera recursos próprios e que esperemos que seja rentável em breve… com o objetivo principal de ser o país número 1 no tênis sul-americano e ser competitivo com as melhores escolas do tênis mundial.

“Por último, quero fazer referência à preocupação de Fernando (Meligeni) sobre o salário pago pela CBT pelo meu trabalho. Não seria mais importante que ele estivesse preocupado com o tênis brasileiro? Não deveria perguntar em que eu tenho ajudado? Se sou necessário? … Me preocupei que a CBT não tivesse gastos comigo. Eu não estarei tranqüilo até que todos os envolvidos com o tênis brasileiro estejam unidos”.

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A crise do Palmeiras é grave. Mas não é para tanto.

Já ouvi de alguns amigos palestrinos a tese de que o alviverde passa por um processo de “Aportuguesamento”.

Nada contra a Lusa, que tem uma história bonita e rica em tradição. Mas atemoriza alguns palmeirenses a idéia de que, tal e qual, o clube nunca volte aos grandes dias e reforce o escalão de times médios, aqueles que em vez de despertar a ira dos rivais, despertam simpatia, tão inofensivos são.

Depois da saída da Parmalat, em 2000, o time conquistou apenas um Paulistão e um título da Série B do Brasileiro, o que não ajuda muita coisa. Mas o Palmeiras tem ativos que farão dele grande mesmo na escassez de vitórias – e serão os alicerces da reconstrução. Grande torcida, boa estrutura, camisa de peso e respeito dos maiores adversários são elementos pétreos, que hora ou outra, ao serem combinados com boa gestão e um pouquinho de sorte, resultarão em glórias.

Entre 1976 e 1993, 17 anos portanto, o alviverde não levantou uma taça importante sequer. E ressurgiu com um esquadrão que marcou época em seguida. Rivaldo, Djalminha, Zinho e Evair soam como música nos ouvidos da torcida. O Corinthians, por sua vez, ficou na seca de 1954 a 1977, 23 anos, e teve sua melhor fase no começo da presente da década. O Santos teve uma janela de 1984 a 2002, mas recentemente saboreou Diego, Robinho, Neymar, Ganso & Cia. O São Paulo, coitado, pareciaque jamais voltaria à Libertadores. Mas retornou e mostrou sua grandeza.

Sem reformulação, nada de relevante vai mudar no Parque Antártica. Mas, não tenho dúvidas, agora ou depois o Palmeiras voltará a ser o gigante da década de 90. É só não perder a fé.

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Quem viu o excelente Invictus lembrou do neozelandês Jonah Lomu, um dos melhores jogadores da história do rúgbi. Principal estrela dos All Blacks, ele acabou parado pelos Springboks da África do Sul na final Copa do Mundo de 1995.

Lomu tem uma história interessante, que mistura uma vida pessoal turbulenta, uma carreira cheia de recordes e glórias e graves problemas de saúde. Ele se aposentou no inícios dos anos 2000, mas após um transplante de rim voltou aos gramados e hoje joga no Marseille.

Na Wikipedia há mais informações sobre a vida do atleta, e abaixo estão 15 minutos de um documentário que destaca seu início de carreira avassalador.

Jonah Lomu Documentary (Part 1)

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