A disputa entre Bayern de Munique e Internazionale, em 22 de maio, é também uma disputa pessoal entre Louis van Gaal e José Mourinho. Quem vencer, escreverá seu nome na história de forma brilhante.
Até hoje, o inglês Bob Paisley é o único técnico com três títulos da Champions League, todos ganhos pelo Liverpool. Outros 15 técnicos estão na lista com dois títulos e Van Gaal e Mourinho aparecem ao lado de muitos outros, com uma única conquista.
Chegar ao bi será especial para Van Gaal ou Mourinho, mas um deles fará parte de uma importante lista tríplice ao fim do jogo. Dessa lista fazem parte o austríaco Ernst Happel e o alemão Ottmar Hitzfeld, os únicos que foram campeões por dois times diferentes – o primeiro por Feyenoord (70) e Hamburgo (83) e o segundo por Borussia Dortmund (97) e Bayern (2001).
Ganhar a Champions por clubes diferentes mostra que o treinador não está preso a um único sistema de trabalho e que tem a capacidade de se adaptar, característica muito valiosa no futebol europeu. Para Mourinho, ver seu nome na lista representaria uma turbinada importante na carreira, que levaria seu nome a voos ainda mais altos. Para Van Gaal, seria um sopro de renovação que faria dirigentes espanhóis, ingleses e italianos pensarem em seu nome.
No Santiago Bernabeu, será interessante acompanhar a atuação dos dois e de seus enormes egos. Um dos dois sairá ainda mais inflado do estádio do Real Madrid.
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E Muricy Ramalho, o homem da estrutura e do trabalho, chegou ao futebol carioca. Bom para Muricy, bom para o Rio. Mas cabem algumas considerações.



