Do fundo do baú para maio, 2010

Imagine que o seu clube seja um dos maiores do campeonato nacional. Ano entra, ano sai e sempre o time é cotado como favorito ao título. A torcida se empolga, lota as arquibancadas e acompanha a performance entusiasmada até as últimas rodadas… Mas, apesar da grandeza, do apoio, da força do elenco, o título sempre escapa nos detalhes.

Tudo bem que o Brasil dá de ombros para o rugbi, mas neste sábado uma história passada na França mereceu os olhares de todos que gostam da emoção do esporte.

A situação do ASM Clermont, um dos grandes times do Rugbi francês, era mais ou menos como a descrita no início do post. O Time já havia chegado ao incrível número de dez finais do campeonato nacional, sem jamais ter vencido um título. Isso mesmo, dez finais, dez derrotas! Em algumas ocasiões, como no ano passado, o time ficou a maior parte do tempo na frente na decisão, mas viu o troféu escapar nos minuto finais. Em sete das derrotas em partidas decisivas, a diferença no placar foi apertado, por menos de sete pontos. De levar qualquer fã à loucura!

Mas, neste fim de semana, a maldição finalmente acabou – o que levou uma multidao à loucura. Imagine se fosse com o seu time no Brasileirão de futebol… O ASM lavou a alma ao devolver a derrota do ano passado ao Perpignan, desse vez com placar de 16 a 9.

A festa é mais do que merecida. E a história, um final feliz para um enredo triste.

Veja abaixo a felicidade do elenco e da torcida no momento em que o tabu acabou.

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Quem acompanha o Esporte Fino sabe que o blog é resultado da dedicação de quatro pessoas que dividem seus esforços com os empregos oficiais, mas que tentam fazer deste espaço uma alternativa divertida e inteligente para o jornalismo esportivo praticado no Brasil.

Foi assim que o blog começou pequeno no fim de 2008 e encerrou 2009 com uma média de 1,7 mil visitas por dia, que entre janeiro e abril de 2010 subiu para perto de 1,9 mil visitas. Os posts e abordagens diferentes atraíram patrocinadores, como Vale e Adidas, e parceiros como a Abril e a Athleta. Neste mês de maio, que antecede a Copa do Mundo, a audiência diária passa de 3,2 mil visitas.

E nós vão vamos parar por aí. José Antonio Lima, um dos nossos editores, vai, como repórter do site da revista Época, cobrir a Copa do Mundo na África do Sul, e de lá, sempre que possível, vai abastecer o blog com impressões e análises.

No Twitter, suas mensagens serão identificadas pela hashtag #EFnacopa, para aproximar nossos mais de 1,6 mil seguidores da competição sul-africana.

Por aqui, Luiz Augusto Lima, Otavio Maia e Rodrigo Borges seguirão fazendo do Esporte Fino um blog diferente. Aqui o leitor vai dar risadas, lembrar a história da Copa e conferir análises singulares da competição mais importante do esporte.

No Brasil e na África do Sul, o Esporte Fino continuará a ser o que é. Diferente, dedicado, divertido e sempre aberto para o debate. E aue venha a Copa!

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Uma eleição organizada pelo diário esportivo Marca, da Espanha, deu um pouco da dimensão da responsabilidade de Luis Fabiano na Copa da África. Os leitores votaram naqueles que achavam serem os melhores jogadores das Copas do Mundo desde 1966. E os resultados apontaram dois brasileiros entre os três centroavantes mais decisivos do período.

Em primeiro lugar, ficou Ronaldo, o maior goleador dos Mundiais; em segundo, estranhamente o holandês Van Basten, que foi genial, mas não tem um currículo de destaque no maior evento esportivo do planeta; e, em terceiro, o baixinho Romário, que ganhou um título quase sozinho.

Segunda essa eleição, então, a última vez que o Brasil jogou uma Copa sem um dos três maiores centroavantes do mundo foi em 1990. Ainda assim, o time de Lazaroni tinha o consagrado Careca.

Na África do Sul, o selecionado de Dunga terá na frente um jogador que jamais defendeu um dos grandes times da Europa. A missão, contudo, não parece assustar o atacante, conhecido por sua valentia e pela capacidade de não se encolher nos momentos decisivos. “Estou preparado para assumir a camisa 9 de Ronaldo. É uma honra”, disse o jogador neste sábado.

É verdade que Luis Fabiano não tem a categoria do Fenômeno. Mas, nessa seleção, nada mais lógico do que ter jogadores brigadores de ponta a ponta do campo. Se não puder ser artilheiro, que o atacante dê carrinho, trombada e até canelada… Mas que ajude a equipe a fazer o que vem fazendo nos últimos dois anos: ganhar. Mesmo que sem encantar.

Veja quem são os outros eleitos entre os melhores centroavantes da história.

Cruyff
Müller
Kempes
Eusébio
Roberto Baggio
Batistuta
Bergkamp
Klinsmann
Bebeto
Rivaldo
Rossi
Hugo Sánchez
Suker
Rummenigge
Stoichkov
Butragueño
Henry
Ronaldinho
Owen
Lineker
Klose
Caniggia
Robert Mill
Eto’o
Fernando Torres
Raul Villa

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Robert Mugabe

Robert Mugabe (foto). É este o maior interessando no amistoso entre Zimbábue e Brasil, na próxima terça-feira, em Harare – a capital do país africano.

Mugabe é o presidente do Zimbábue desde 1980 e, como todo déspota africano, se mantém todo este tempo no poder graças a muita repressão, habilidade política e carisma.

Desde meados dos anos 80 seu governo é condenado internacionalmente devido à violenta perseguição contra opositores políticos e representantes de outras etnias.

Ao longo destes 30 anos, a população branca do Zimbábue minguou severamente. Os descendentes dos colonizadores britânicos perderam terras e empregos. Dezenas de milhares trataram de se mandar.

Outra marca registrada da gestão Mugabe foi a hiperinflação e o desabastecimento. Até o ano passado, você precisava passar horas em alguma fila de Harare para comprar comida. E com um balde de dinheiro.

No último ano, no entanto, Mugabe entrou numa fase light após quase perder o poder via voto democrático. Foi obrigado a conceder o cargo de primeiro-ministro ao seu grande rival político, Norman Tsvangirai. Em outra frente, aboliu a moeda local e adotou o dólar. A comida voltou às prateleiras.

É aí que entra a seleção brasileira. Aliada à abertura do Zimbábue para câmeras de televisões internacionais (como a BBC), um visitante ilustre como o time de Dunga vem a calhar para passar a imagem de um país mais democrático e progressista.

Isso sem falar que Mugabe é apaixonado por futebol e interfere diretamente no esporte. Sabe-se que o governo do Zimbábue chegou a pleitear o direito de receber a seleção brasileira durante a pré-temporada para a Copa, que acabou ocorrendo em Curitiba.

Portanto, ao acompanhar o amistoso do próximo dia 2, saiba que estará vendo também a seleção brasileira ser usada novamente como agente político.

Dica: Para saber mais sobre a política e os costumes no continente da Copa, acompanhe o ótimo blog Pé na África, de autoria do jornalista Fábio Zanini.

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Logo agora às vésperas da Copa, quando o assunto no País será exclusivamente futebol, o nosso tênis voltou a brilhar. E logo no lugar onde temos as nossas melhores recordações no esporte da raquete e da bolinha.

A vitória de Thomaz Bellucci sobre Ivan Ljubicic foi, digamos, a cereja no bolo deste sábado. Na mesma quadra, os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo conseguiram um resultado histórico: eliminaram a dupla número 1 do mundo e uma das maiores de todos os tempos: os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan. Os americanos computam nada menos do que 61 títulos juntos.

O melhor foi ver que a vitória não veio por conta de uma atuação pífia dos favoritos, mas por uma atuação exuberante dos brasileiros. Pareciam eles próprios os líderes do ranking. Melo esteve inspirado até na devolução de saque e Bruno esteve firme com seu serviço. Na hora H, quando podiam amarelar, os representantes da Pátria de Chuteiras jogaram seu melhor tênis. Orgulho!!

Vale lembrar que até duas semanas atrás os mineiros estavam desacreditados depois de uma série de derrotas inesperadas. Mas, no último domingo, viraram a direção do vento ao conquistar o ATP de Nice. Em Roland Garros, os dois já avançam às oitava-de-final e seguem firme em busca do melhor resultado da carreira. Bruno já fez semi em Roland Garros e Marcelo, em Wimbledon.

Além deles, o Brasil avançou na chave de duplas com o também mineiro André Sá (sim, ele segue na ativa). O outro representante da terra do Pão de Queijo está atuando ao lado do australiano Stephen Huss e também vai atrás de uma vaga nas quartas.

Já o paulista Bellucci tem motivos distintos para comemorar. Primeiro porque se tornou um dos oito brasileiros a atingir as oitavas em Paris. Segundo porque garantiu o 24º posto do ranking, a melhor marca de um brasileiro fora Guga. O outro a alcançar a mesma posição foi o xará Thomaz Koch.

Além disso, o tenista de Tietê tem agora a chance de enfrentar novamente Rafael Nadal na quadra central de Roland Garros – no ano retrasado, caiu na estréia contra o espanhol. Desta vez, ele já não é uma surpresa e confia muito mais em si mesmo. O rival, por sua vez, estará mais em ritmo e de olhos muito mais abertos. Uma experiência e tanto para alguém que cada vez se sente mais confortável entre os grandes do tênis.

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Thomaz Bellucci venceu o croata Ivan Ljuibicic por 3 sets a 0 neste sábado (parciais de 7/6(4), 6/2 e 6/4) e avançou às oitavas de final do Torneio de Roland Garros. Um feito e tanto.

É a primeira vez desde 2004, com Gustavo Kuerten, que um brasileiro chega a tal fase do gmaouroso torneio de Grand Slam, disputado no saibro de Paris.

A partir de agora, o bom Bellucci pode ser considerado um franco-atirador. Afinal, vai pegar nas oitavas o espanhol Rafael Nadal, que venceu o australiano Lleyton Hewitt por 3 a 0.

O que vale aqui é mesmo valorizar a campanha do brasileiro e dizer que, sim, podemos esperar de Bellucci algo mais do que ele já vem mostrando. Atual 29º colocado do ranking (uma classificação digna de louvores), o tenista brasuca deve galgar algumas outras posições.

E com um futuro brilhante pela frente.

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Está no Youtube um vídeo que promete bombar na internet e, talvez, até causar um mal-estar no circuito profissional de tênis se o espanhol Rafael Nadal não estiver bem humorado quando ficar sabendo da brincadeira.

As estrelas do vídeo são os tenistas sérvios Viktor Troicki, número 41 do mundo, e Novak Djokovic, o número 3 do ranking. A dupla decidiu gravar e colocar na internet uma paródia do clipe Gipsy, da cantora colombiana Shakira, no qual Rafa Nadal interpreta um Banderas-cigano-latino-suado-sem-camisa.

No vídeo, Troicki, com uma peruca cacheada, vira Nadal, e Djokovic, loiro e com bolinhas de tênis embaixo da blusa, virou uma Shakira bizarra que se insinua para o “Nadal” com movimentos que fariam Ibrahimovic e Piqué corar de vergonha.

Confira o vídeo dos fanfarrões sérvios e o clipe oficial:

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É fascinante o vídeo de 1 minuto que a Adidas publicou em um de seus canais no YouTube para mostrar o processo de fabricação da Jabulani, a bola que será usada na Copa do Mundo. Embora este blogueiro ainda sinta saudade de ver rolando nos gramados a tradicional Telstar, é delicioso ver nascer a Jabulani.

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Posso estar enganado, mas creio que foi o próprio São Paulo quem lançou a tendência: jogador emprestado não enfrenta o clube com o qual tem vínculo. Está no contrato.

No próximo domingo, o Tricolor do Morumbi visita o Guarani, em Campinas. O Bugre faz bela figura no Brasileirão. Nesta quarta-feira, por exemplo, deu um suadouro no Santos lá na Vila Belmiro e só perdeu porque a defesa bobeou nos minutos finais.

Ocorre que três dos principais jogadores do Guarani têm vínculo com o São Paulo e não devem jogar domingo: o volante Renan e os atacantes Mazola e Roger.

Ou seja, teremos um time campineiro enfraquecido para enfrentar o Tricolor – um dos candidatos ao título. Contra os demais rivais na briga pela taça, o São Paulo “fornece” este eficaz trio para roubar-lhes pontos.

Não sou contra tal medida, que já se espalhou por aí. Mas vale a reflexão sobre mais esta vantagem em formar novos e bons valores: saia emprestando gente por aí e use as peças como for conveniente.

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Todos já ouvimos falar sobre o amor à arte dos atores. Alguns são capazes de transformações inacreditáveis para interpretar um personagem. Mas não é exatamente o que se espera de 50 Cent, mais conhecido por suas músicas agressivas ou por ter tomado um monte de tiros.

O rapper, famoso por sua imagem musculosa, chocou o mundo ao publicar em seu perfil no Facebook fotos com 25 quilos a menos, perdidos em uma dieta radical para interpretar um jogador de futebol americano que sofre de câncer no filme Things Fall Apart. 50 Cent conta que foi dos 97 kg para os 72 numa dieta (não recomendável sem acompanhamento médico) baseada em líquidos e exercícios.

O longa, que tem estreia prevista para 2011, tem na direção o mexicano Mario Van Peebles, que já dirigiu episódios de séries como Lost, Law & Order e Sons of Anarchy, e Ray Liotta no elenco.

50 Cent

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