Oito jogos. Cinco vitórias. Dezessete pontos. Vinte e cinco gols. E a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. A Portuguesa está de volta. Até quando? Não importa. O torcedor da Lusa não se preocupa com o dia de amanhã. Ele quer ir ao estádio e ver um time aguerrido. Ele quer ver gols. Ele quer esbravejar. Ele quer acreditar que o seu time possa ser comparado ao Barcelona. E que assim seja.
O lugar da Portuguesa é na 1ª divisão. Mas precisa fazer por merecer a volta. Nos últimos anos, tornou-se um time previsível, trocou técnicos como quem troca de cueca, trouxe medalhões sem identificação com o clube. Perdeu o rumo. Agora o cenário é outro. Só que o campeonato é longo demais, o que torna fácil perder o foco.
Edno é o jogador símbolo dessa mudança. Era ídolo até o dia que forçou sua saída. Parece ter sido assolado por uma praga lusitana, patinando por Corinthians e Botafogo. Aí voltou e aos poucos está dissolvendo a desconfiança (e ódio) do torcedor. “Peledno”, bradam os mais fanáticos, a cada patada que resulta em gol.
Edno não está sozinho. Quem pode levar o time de volta à elite são jogadores praticamente desconhecidos, como Ananias, Guilherme, Marco Antônio, Henrique, Ademir Sopa, Jael (O Cruel). Melhor assim. Grupo nivelado, sem regalias. Liderado por Jorginho, um treinador sério e que rapidamente ganha a confiança dos seus comandados.
A Portuguesa precisa deixar de ser o time “queridinho” dos torcedores de outros clubes. Ao contrário do que se pensa, isso apequena o clube. Uma espécie de indulgência que nada acrescenta. O torcedor da Lusa não quer esmola. Futebol é uma batalha, e não uma Campanha da Fraternidade. A Portuguesa quer destroçar os principais rivais da capital paulista. Comê-los com garfo, faca e azeite.
Na tua glória, toda certeza. Que o Canindé seja palco de uma nova história.
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