“Dá uma olhada no SporTV. Tem uma russa de 16 anos enchendo a mão na bola. Essa vai dar trabalho no circuito”.
Lembro-me que era um US Open e eu falava com um amigo sobre Maria Sharapova, que dava seus primeiros passos no profissionalismo e era uma completa desconhecida à época.
Aquilo já faz tanto tempo que usei o finado ICQ para alertar o amigo tênis-maníaco sobre a nova promessa da WTA.
Desde então a russa brilhou, chegou ao topo e caiu dele. E o ICQ deu lugar ao MSN, que, perdeu posições no ranking para o Twitter, para o Facebook e para outras formas de interação.
O mais admirável na russa é que, apesar da queda de performance nos últimos anos, ela nunca pareceu satisfeita ou desinteressada – bem diferente de outras tantas que nesse mesmo período ascenderam ao topo e não conseguiram se segurar por lá.
Sharapova tem na obstinação, na gana de vencer até disputa de cara ou coroa, a principal arma no seu pacote de virtudes.
Nesta semana, ela mais uma vez se superou e voltou a brilhar. Totalmente focada, Maria deu show em Roland Garros e ficou a um passo do seu primeiro título em Paris. De quebra, recuperou a liderança do ranking após quatro temporadas.
Sharapova, oito anos depois do seu primeiro título de Grand Slam, é um alívio num circuito em que as tenistas ascendem e desaparecem tão rápido. E que muitas vezes vê “atletas de meio período” levantarem troféus importantes, a despeito do evidente desinteresse e falta de foco.
Definitivamente, a liderança está em boas mãos…
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