As vitórias contra EUA e Dinamarca significam alguma coisa?

É cedo para dizer se algo relevante mudou na Seleção de Mano Menezes.

Mas é fato que as partidas contra a Dinamarca e EUA serviram para colocar uma pulga otimista atrás da nossa orelha.

Três pontos saltaram aos olhos:

1. Como se espera de uma seleção muito jovem, os jogadores mostraram grande amadurecimento num curto período de tempo. Neymar, Marcelo e Oscar, por exemplo, são hoje jogadores muito mais prontos do que há um ano.

2. O esquema tático não só está em linha com o futebol mais moderno que se pratica na Europa como está em linha com as características dos jogadores escalados – o que é um casamento imprescindível.

3. Nos mais variados esportes existe o tal do “turning point”, aquele momento da virada de uma equipe ou atleta. Às vezes um time insosso muda de cara com uma leve pitada de sal, e assim se torna subitamente mais forte e inicia uma arrancada. Não dá para descartar que essa excursão, com as novidades de Oscar, Hulk e da marcação por pressão, seja esse turning point.

Seguindo a melhor cartilha tucana, pode não ser nada, mas pode ser tudo.

Então a gente não solta fogos, mas acompanha com bem mais atenção e otimismo o que vem pela frente – a começar por México e Argentina.

Compartilhe!

Jornalista, 29 anos. Da última vez que jogou vídeo-game, chovia forte numa acirrada disputa de Enduro.
Twitter: @maia_otavio
Veja todos os posts do Otavio

Um palpite

  1. Concordo. Apenas acho que ainda falta a essa Seleção um pouco mais de vibração – ou como se diz, “coração”. Claro, são amistosos, mas enxergo uma falta de “pegada” nesse time. Não é uma seleção que prevalece na técnica e nem na vontade, e isso me incomoda, ainda.

    Abs

    @HugoBecker_

Deixe seu palpite

Compre o livro "Esporte Fino - O Esporte Além dos Resultados"