
Não bastasse todo o constrangimento envolvendo a saída de Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo ainda busca o impossível. Sair por cima de uma situação que não há heróis nem vilões, apenas demonstrações de puro amadorismo. A imagem que abre esse post está estampada no site oficial do clube. O objetivo da peça não precisa de explicações. Uma forma patética de tentar atingir o jogador que decidiu abandonar o barco.
Isso não é uma defesa a Ronaldinho Gaúcho. Obviamente que se trata de um dos antigos craques com menor identificação no futebol brasileiro. Um boleiro que se aproxima do final da carreira e sobrevive batendo um pênalti aqui e fazendo uma firula acolá. Mas o Flamengo não pode assumir o papel de vingador e usar o estresse recente para promover uma ação comercial. É uma postura minúscula e grosseira de um clube gigante, que muitas vezes parece ignorar o seu tamanho e age com a impulsão de uma criança que é dona da bola e determina as regras do jogo à revelia.
Uma atitude que desvaloriza o patrimônio e a credibilidade do Flamengo. Ainda mais com tantos telhados de vidro que proporcionam esse tipo de crise, como uma presidenta panfletária, uma gestão de futebol caótica, contratações megalomaníacas e salários constantemente atrasados. Um clube que demite treinador pela imprensa, no meio de uma Libertadores. Um clube que se mata para entregar uma camisa ao Obama, como se a visibilidade internacional dependesse da entrega de um souvenir.
O Flamengo de hoje se esforça para parecer ridículo. Com esse objetivo em mente, o novo episódio é mais uma amostra de que está no caminho certo. As camisas de Ronaldinho Gaúcho e a confiança do torcedor continuam em franca liquidação.
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concordo com td q está escrito em genero numero e grau
Viva a gestão da patética Patricia Amorim que tem méritos em recuperar a sede social e em revitalizar alguns dos esportes olímpicos no time, mas que nao percebeu que é o futebol quem da a maior visibilidade ao clube e que precisa ser bem tratado! Será sempre lembrada pela gestão que conseguiu queimar o Zico dentro do seu clube. Que em 3 anos de mandato conseguiu dissolver a cúpula do futebol 2 vezes por completo já. Que em 2012 busca seu terceiro técnico, tendo fritado sem o menor respeito os dois anteriores (nao, eu nao gosto nem do Luxemburgo e nem do Joel, mas ambos merecem respeito como profissional). Lembrando que o Luxemburgo foi fritado por causa de um Ronaldinho Gaúcho que nunca fez muito pelo time (nem jogou e nem trouxe dinheiro) e que poderia ter sido demitido por justa causa e nao o foi. Patricia Amorim diz que o Flamengo esta acima de qualquer um, mas ela com certeza nao age assim. Se ela conseguir demitir Joel e ficar devendo mais um milhão de rescisão (afinal, dinheiro sobra na Gávea) e trouxer o Dunga, só volto a torcer pelo meu time no dia que ela sair daquela cadeira.
Onde que eu assino?
Ah! Esqueci de comentar tambem o respaldo a gerentes e diretores estúpidos, enquanto alguns mais competentes ficam descobertos! Exemplo claro da coletiva de imprensa convocada para falar sobre a saída do Gaúcho, em que o imbecil do diretor jurídico fala de um canhão contra Ronaldinho Gaúcho, depois vaza informações de provas que sequer existem na imprensa. O que mata é que ambos irão embora e a imagem arranhada das dividas ficam. E ainda temos a possibilidade de terminar isso com a cereja do bolo e a volta de Adriano! (acabando de escrever agora se por um lado me sinto aliviado por ter falado tudo, por outro me deu vontade de chorar com tamanho amadorismo)
Tenho 26 anos e o único momento de real grandeza do Flamengo que tive a oportunidade de testemunhar, ainda muito novo e quase sem noção sobre futebol, foi o título brasileiro de 1992 e a cena clássica de Júnior correndo de braços abertos ao comemorar um gol.
De lá pra cá, a tônica se repete compulsivamente: vez ou outra, times absurdamente estrelados (Romário-Edmundo, Gamarra-Denílson-Alex, Love-Adriano, Tiago Neves-Ronaldinho Gaúcho, etc), desespero por apelo de mídia e resultados quase sempre pífios em campo: títulos cariocas exaltados pela imprensa e campanhas medíocres em competições de mais alto nível, como Libertadores e Brasileirão.
Com exceção do título brasileiro de 2009 – um sopro de grandeza em uma camisa que agoniza há décadas -, posso dizer que desde a cena de Júnior correndo de braços abertos e sorriso no rosto em 1992, mais vi o Flamengo brigando para não ser rebaixado do que disputando qualquer título que não fosse o Estadual.
Enquanto o São Paulo teve tempo pra se reconstruir e se desconstruir e clubes como Corinthians, Santos, Grêmio e Inter se reinventaram e cresceram ainda mais, o Flamengo continua sendo noticia pelas mesmas razões há 20 anos.
Bom, ao menos o Corinthians precisou de um rebaixamento para aprender a ser um clube sério. Vamos ver o que é preciso para que o Flamengo acorde e se renove, porque sejamos francos, não fosse pela torcida que tem e pelo consequente retorno de audiência e dinheiro que gera, o rubro-negro, ao pé da letra, é um ex-grande agonizando.
@HugoBecker_
É realmente lamentável essa posição de marido traído. Essa imagem é mais uma que vai pro dossier dos advogados do clube. Como se não bastasse tudo que já fizeram e deixaram de fazer ainda ficam municiando os advogados do Ronaldinho pro processo contra o clube. E depois do que fizeram com Luxemburgo e Ronaldinho vão ao mercado procurando um técnico e um camisa 10. Ridículo, indignante, lamentável, nefasto. Faltam até adjetivos pra isso.
Concordo com o texto e com os comentários, não tem o que acrescentar nesse episódio. O único comentário que farei é que aproveitei pra comprar uma camisa do Flamengo do Ronaldinho pra minha coleção graças a esse post, pois paguei 99 pilas ha ha ha ha.