
Pensando na história recente do futebol, é difícil lembrar de um título tão merecido quanto a conquista da Libertadores pelo Corinthians em 2012. A sequência de acertos e apostas corretas é impressionante. Dois atos, entretanto, merecem destaque.
O primeiro, hoje claro, foi a manutenção de Tite no comando do time. Como todos os analistas sempre “aconselham”, Andrés Sanchez decidiu mantê-lo no cargo após a humilhação suprema chamada Tolima. Naquele mesmo ano, o time conquistou o Campeonato Brasileiro.
O segundo acerto é o grande mérito de Tite. Ele conseguiu vacinar o elenco do Corinthians contra seus dois maiores inimigos – o oba-oba de parte da torcida e da imprensa e o nervosismo. Em nenhum momento, o Corinthians perdeu o controle. Em nenhum momento, achou que uma classificação, ou o título, estivesse garantido. Como eu já havia sugerido em janeiro de 2011, fingiu que a Libertadores era um torneio normal.
A glória, a curto prazo, é o título invicto, o primeiro, contra o Boca Juniors. A glória a longo prazo descrevi em post após a classificação do Corinthians para a final.
Para acabar com o trauma, o Corinthians precisa da taça. Ela pode não vir neste ano, afinal, ganhar do Boca Juniors, provável adversário na final, não é tarefa fácil para ninguém. Mas sabendo que não precisa chorar como uma criança mimada a cada adversidade ou erro do juiz, o Corinthians, como clube, aprendeu a jogar a Libertadores. A longo prazo, é com isso que seus rivais deveriam se preocupar.
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A Libertadores, enfim, quebra o tabu de nunca ter sido vencida pelo Corinthians.
Finalmente, a Libertadores pode celebrar esse feito histórico.
José, como corinthiano posso dizer que se alguém falasse comigo em dezembro de 2007 que eu não precisava me preocupar porque até 2012 o Timão levaria toadas as taças disponíveis (inclusive a taça dos invictos que é rotativa e permanecesse na posse do último campeão paulista invicto) eu não acreditaria teria quebrado a cara.