O mosaico imperfeito na cabeça do torcedor

Crédito: Fanpage oficial Rogério Ceni

Crédito: Fanpage oficial Rogério Ceni

– Fala, viado!
– E aí, sua bicha!

Sim, homens se cumprimentam assim. É infantil, é ofensivo aos olhos dos outros, é primata. E isso dificilmente mudará. Mas existe uma questão fundamental: são modos entre amigos que se sentem íntimos o suficiente para falar assim, sem que isso represente qualquer discussão sobre sexualidade. Ponto.

O que houve no clássico de domingo entre Corinthians e São Paulo é diferente. Ou ao menos, tornou-se com o passar dos anos. A cada tiro de meta batido por Rogério Ceni, parte da torcida corintiana gritava “oooooo bicha”, em uma adaptação de um costume do futebol mexicano, onde o goleiro adversário é sempre tratado como “puto”.

Em um primeiro momento, parece apenas uma piada. Afinal, os são-paulinos se importam muito com a troça, defendem uns. E daí vem a graça, concluem outros. Mas é difícil hoje nivelar isso com o “juiz ladrão”. O “bicha” está muito mais próximo do “macaco” proferido recentemente em direção a Tinga, Arouca e ao árbitro Márcio Chagas da Silva.

Não se trata mais de provocação, e sim de uma manifestação que carrega elementos que assolam a sociedade como um todo: intolerância, racismo, ódio, homofobia. Quando Emerson Sheik posou dando um “selinho” em um amigo, centenas de mensagens transbordaram nas redes sociais e em seu próprio perfil no Instagram criticando a foto, ofendendo o jogador e dizendo que aquilo representava uma vergonha para o Corinthians.

Se um simples beijo é capaz de despertar a ira de tantos torcedores do Corinthians, como defender o que foi feito com Rogério Ceni como simples troça? Além disso, episódios recentes só reforçam de que o torcedor, independente do time, considera o estádio de futebol em um ambiente totalmente à parte, onde jogar uma banana no campo, atirar um copo de urina na arquibancada, disparar um sinalizador em qualquer direção e chutar a cabeça do torcedor rival se tornam práticas permitidas por uma lei própria que rege aquele universo.

A questão não é tirar a graça do futebol, e sim refletir o que ainda realmente tem graça. Analisar a intenção por dentro da cabeça de um torcedor é pedir para mergulhar num poço sem fundo de contradições. Deixar a racionalidade de lado, é algo extremamente comum no futebol. O perigo se esconde justamente no lado imprevisível que todos nós carregamos e defendemos como paixão.

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Fabio Chiorino

Jornalista, 32 anos. Criado na Mooca, sob a benção dos cannolis da Rua Javari.
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61 Palpites

  1. Fabio, belo texto.

    Vamos lembrar também que, antes do jogo, essa mesma torcida empunhava cartazes condenando o racismo contra Arouca e o juiz gaúcho.

    Ou seja, na cabeça iluminada dessa gente, racismo não pode, homofobia pode.

    abs
    Diogo

  2. Infelizmente, Fabio, o que acontece nos estádios é um triste reflexo de nossa sociedade. É fato que esse tipo de torcedor se sente protegido e seguro por uma espécie de catarse destrutiva, além é claro da impunidade que faz vistas grossas para o que sabemos ser configurado como crime, mas desvincular totalmente estas atitudes do que acontece fora dos estádios também seria leviano. Amigos se cumprimentam assim, chamando uns aos outros de bicha e viado, às vezes de “seu merda”, “cabaço” entre outros adjetivos pejorativos. Mas espere, seriam então “bicha” e “viado” tratamentos pejorativos? Como isso não envolveria uma discussão mais séria sobre sexualidade? A raiz do problema, no meu ponto de vista, não é o futebol, que se tornou apenas um triste palco para as manifestações mais escrotas de uma sociedade podre e preconceituosa.

  3. Pascoali X-Burger

    Da próxima vez chamaremos de Homossexual, para você ficar feliz.

  4. melque

    isso sempre vem da torcida do corinthias

  5. Claudio

    A uma enxada….e viva à falta de assunto.

  6. Felipe Palhares

    Mas que saco esse pessoal do politicamente correto. É só gozação, provocação, coisa que existe no futebol desde que dois sujeitos resolveram brincar de disputar uma bola. Claro que racismo é horrível, violência é horrível, mas esses xingamentos bobos (chamar de bicha é muito infantil, convenhamos) – e aqueles dirigidos à senhora mãe do árbitro – fazem parte do futebol.

  7. André Oliveira

    Bom… analisar este tipo de situação é muito complicado, e explico o motivo.
    O apelido dos são paulinos de bambi, ou bicha, ou qualquer coisa do tipo veio muito recentemente, com o jogador Vampeta, no final dos anos 90.
    O problema é que qualquer tipo de apelido ou zoação só pega se a pessoa se importa… quando não se dá importância, cai no esquecimento e morre a brincadeira…
    Daí a zoação entre torcedores, que chamam santistas de sardinhada, palmeirenses de porcada, corinthianos de galinha preta ou de gambá e são paulino de veado ou de bambi… o contexto não é homofóbico, não de agressão à pessoa, e sim ao ídolo rival… tanto que foi com o jogador mais vitorioso que temos em nosso futebol…
    Daí a manifestar-se com o mesmo grau de um racismo, é no mínimo estranho… porquê também é racismo chamar um branco de branquelo… sei que se eu entrar aqui em questões raciais, com bases históricas e de pesquisas básicas, serei muito mal interpretado, mas basta saber que pesquisas apontam que Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra e que inspirou o dia da Consciência Negra e tal tinha escravos e reivindicou isso junto à senhores do engenho de escravos que ele possuía que fugiram… isso está documentado e registrado no livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, do Leandro Narloch… por isso comparar o episódio dos corinthianos para com o Rogério com racismo ou intolerância é um engodo… ou melhor, é “sofismo”…
    Grande abraço à todos!!!

  8. Amigão, o termo “bicha” no caso do SPFC é reflexo de uma atitude arrogante, de nariz empinado, soberba, regada à frescura, frágil, delicada, elitizada. Não trata-se de homofobia. Não é essa pelo menos a intenção.

    Quem vai ao estádio sabe que se trata…

    Quem não vai, não sabe!

  9. Guilherme

    O mesmo vale para a corrupção; que fora do campo é criticada; mas quando ocorre no futebol, é linda…, estão ai os estádios das copas e os torcedores dos respectivos times que ficam cegos e não querem enxergar toda a corrupção envolvida.

  10. Ricardo Gadelha

    “Além disso, episódios recentes só reforçam de que o torcedor, independente do time, considera o estádio de futebol em um ambiente totalmente à parte, onde jogar uma banana no campo, atirar um copo de urina na arquibancada, disparar um sinalizador em qualquer direção e chutar a cabeça do torcedor rival se tornam práticas permitidas por uma lei própria que rege aquele universo”

    O tal do Rica Perrone (não o do UOL) defende corriqueiramente essa ideia nojenta.

  11. A piada pegou ! É como chamar corintiano de marginal ou ladrão, a gente sabe que nem todos são, mas por a maioria ser provenientes das camadas mais pobres pegou! O que é outro preconceito pq pobre ñ é sinônimo de ladrão.É preconceito em cima de preconceito , como falaram é reflexo da sociedade. Acredito que seja apenas provocação afinal de contas todos sabem que o R. Ceni não é gay. Acredito que configuraria homofobia se fosse de conhecimento de todos que ele fosse homossexual . Reproduzo comentário do Caio Calazans no grupo Resistência Corinthiana no Facebook :

    Acho que boa parte das pessoas não sabe que o Bambi não tem a ver exatamente com preferência sexual. O São Paulo é considerado um time arrogante, nariz empinado. É representante da elite podre de São Paulo e carrega dentro de sua essência tudo de mais vil, sujo e nojento que essa “gente diferenciada” tem dentro da cabeça. Por isso sempre foi tratado como o “menininho mimado”, criado a leite com pêra, que joga bola na escada do prédio. Em outras palavras as “meninas” do campo de futebol.

    Obviamente que como o futebol é um ambiente extremamente machista, essas denominações ganharam ares de homofobia.

    E homofobia é sim preconceito. Chamam-nos de bandidos, ladrões… é preconceito tb. É igual.

  12. Tiago Ripa

    “Sim, homens se cumprimentam assim. É infantil, é ofensivo aos olhos dos outros, é primata. E isso dificilmente mudará. Mas existe uma questão fundamental: são modos entre amigos que se sentem íntimos o suficiente para falar assim, sem que isso represente qualquer discussão sobre sexualidade. Ponto.”
    esse exemplo é, sim, uma manifestação da mesma ordem.

  13. mauro fortes

    Fabio, concordo contigo, mas o que acha de ser taxado de FAVELADO, LADRÃO, ANALFABETO, BANDIDO, MACACADA, GAMBÁ? Vc não vê preconceito social e racista nestes xingamentos? infelizmente essa cultura de confronto está inserida na sociedade num todo, não só no futebol. Não sei sua orientação sexual, mas tenha certeza que vc não é o único ofendido.

  14. mauro fortes

    Esqueci de mencionar. Se recorda que Richarlysson foi escorraçado do sp por pressão da torcida?

  15. Eduardo

    vc só esqueceu de um pequeno detalhe: até hj os sãopaulinos chamam o Sheik e os corintianos de “gayvotas” por causa do episódio do selinho, nada mais justo que a torcida corintiana dar o troco e chamar o Rogério de “bicha”, simples assim, não tem nada de homofobia nisso, é pra tirar sarro, é gozação, apenas isso!

  16. Renato

    Infelizmente os imbecis que “xingam” adversários de macaco e bicha não vão ler esse belo artigo, pois dificilmente leem qualquer coisa.

  17. Ces

    Belo texto.
    Estava nesta arquibancada e ouvi o seguinte comentário:

    - Bicha não é racismo, é homofobia. Então pode.

    (sem mais…)

  18. Halter Maia

    Diogo Salles: torcer para um time não é uma declaração ideológica. É apenas a simpatia por um time, escolha íntima. Em todas as torcidas (em sentido amplo – as torcidas organizadas implicam um filtro sociológico mais estrito) há variedades ideológicas. “Essa gente” (enquanto torcedores de um time) é uma generalização indevida. Elas não tem uma mesma cabeça. Por isso, numa torcida de um time, a identidade é … torcer para um time e nada mais. Alguns torcedores desse time são racistas, outros igualitaristas, uns são progressistas, outros militaristas, uns fascistas, outros comunistas …
    O máximo que se pode afirmar é que manifestações de todo o tipo podem ocorrer em um jogo de futebol. Apenas as mais maiorias (eventuais) ou as mais radicais podem ser percebidas …

  19. Samuel De Albuquerque Carvalho

    “O “bicha” está muito mais próximo do “macaco” proferido recentemente em direção a Tinga, Arouca e ao árbitro Márcio Chagas da Silva.”
    Desculpe, mas o argumento é furado. A associação não guarda nenhuma semelhança.
    Guardaria, se estivéssemos falando de um jogador homossexual, o que, aliás, a própria torcida do São Paulo fazia com seu próprio jogador à época, Richarlyson.

    O xingamento “macaco” só tem sentido, como ofensa, a uma pessoa negra. Ninguém acharia racismo uma pessoa branca com o apelido de “macaco”. Conheço um grande amigo, aliás, branco, que tem o apelido de Macaco por causa da barba. Nunca foi um apelido ofensivo.
    Quando uma pessoa negra é chamada de “macaco”, a conotação é completamente diferente – está sendo associada a cor da pele a uma condição de inferioridade – “negros são menos do que gente”, são “animais”, não “homens”.

    Da mesma forma, a conotação de “bicha” e “viado” varia conforme o contexto.
    Quando você xinga uma homem heterossexual de bixa ou viado, as palavras não deixam de ter seu teor homofóbico – mesmo quando entre amigos, afinal estamos falando de uma carga homofóbica cultural, que todos carregamos, mesmo involuntariamente (assim como uma carga machista, racista etc. – vivemos em sociedade, não estamos imunes a essa carga cultural, mesmo que nos engajemos em mudá-la); mas a ofensa pela ofensa, não diferente de xingar de “cuzão” ou “filho da puta” (cada um com sua carga implícita de preconceito, porém indireto);

    Não tem o mesmo teor ofensivo de xingar um homem homossexual de “bixa” ou “viado” – porque aqui, de novo, a conotação é a de diminuir a pessoa ofendida, associando uma característica sua (a orientação sexual) a uma condição de inferioridade.

    Quando a torcida do São Paulo xingava o Richarlyson de “bixa” ou “viado”, expressavam seu desprezo a pessoa do Richarlyson por conta de sua orientação sexual, assim como quem xingou o Tinga de “macaco”, expressava seu desprezo por sua pessoa por conta da cor de sua pele.

    Quando a torcida do Corinthians xinga o Rogério Ceni, ou qualquer são-paulino, de “bixa” ou “viado”, não está se referindo à orientação sexual do mesmo – ninguém acha que o Rogério Ceni possua uma orientação sexual homossexual de fato; estamos de novo no campo da ofensa pela ofensa – o único fato motivador do xingamento é sua condição de goleiro (ou torcedor) do time rival, sua orientação sexual não influencia em nada o xingamento.

    Como eu disse, o xingamento não deixa de ser homofóbico por isso, mas daí a comparar com a ofensa racista ao Tinga, me desculpe, mas não tem nada a ver.

  20. Thiago

    Sr. Fabio Chiorino, teu texto é extremamente fraco e sem foco! O que aconteceu no jogo é apenas uma maneira divertida de entretenimento. Partindo deste princípio devemos acabar com todo humor da televisão que também é homofóbica, racista, intolerante e blablabla. Sei que os meio de comunicação de massa são um pouco disso, mas generalizar dessa fora não dá né? Como diria um corintiano roxo que conheço: “se tá de brincadera né?”

  21. Neutro da Silva

    “Fabio, concordo contigo, mas o que acha de ser taxado de FAVELADO, LADRÃO, ANALFABETO, BANDIDO, MACACADA, GAMBÁ?”

    E desde um erro justifica outro, ô mané? Por que não agrega esse argumento à discussão ao invés de colocá-lo como resposta. Aí é que reside o dolo e a homofobia.

    Para o idiota desse Caio Calazans (e para o idiota que citou aqui esse idiota do Caio), que disse que acha que “boa parte das pessoas não sabe que o Bambi não tem a ver exatamente com preferência sexual “, os torcedores do Real Garcilazo também afirmaram que “macaco” não tem nada a ver com racismo e afrofobia, certo?

    É como os soldados do Terceiro Reich afirmarem que o holocausto judeu não ter nada a ver com matar judeus e que trata-se apenas de uma order do Führer.

    E para esses fanáticos mentecaptos das torcidas organizadas (e nem preciso mencionar para qual equipe a maioria deles torce…): que tal colocar-se como cidadão e ser humano antes de ser torcedor, hein?

  22. Kevin

    “Fabio, concordo contigo, mas o que acha de ser taxado de FAVELADO, LADRÃO, ANALFABETO, BANDIDO, MACACADA, GAMBÁ?”

    E desde quando um erro justifica outro, ô mané? Por que não agrega esse argumento à discussão ao invés de colocá-lo como resposta. Aí é que reside o dolo e a homofobia.

    Para o idiota desse Caio Calazans (e para o idiota que citou aqui esse idiota do Caio), que disse que acha que “boa parte das pessoas não sabe que o Bambi não tem a ver exatamente com preferência sexual “, os torcedores do Real Garcilazo também afirmaram que “macaco” não tem nada a ver com racismo e afrofobia, certo?

    É como os soldados do Terceiro Reich afirmarem que o holocausto judeu não ter nada a ver com matar judeus e que trata-se apenas de uma order do Führer.

    E para esses fanáticos mentecaptos das torcidas organizadas (e nem preciso mencionar para qual equipe a maioria deles torce…): que tal colocar-se como cidadão e ser humano antes de ser torcedor, hein?

  23. Rodrigo

    Gozado né!!!
    Chamar corinthiano de favelado, bandido, sem estudo e afins pode???
    São dois pesos e duas medidas agora senhor blogueiro??
    Quando a torcida do SP grita “Silêncio na Favela” é que tipo de manifestação??? Normal??
    O futebol ta muito fresco com esse monte de pseudos politicamente corretos!!!
    Nego só chora quando aperta o próprio calo!!

  24. Helter, se os radicais, fascistas e homofóbicos (sim, aqueles que perseguiram o Sheik, chamam saopaulinos de bicha e arrumam briga em todo jogo) formam o núcleo da torcida organizada, pode-se concluir que todos os outros seguem de alguma forma o que for decidido por esse núcleo – seja por submissão, seja por conivência.

    Eu não gosto de torcidas organizadas exatamente por isso. Todas elas, inclusive do meu time. Essa gente (sim, a expressão se aplica) não liga para futebol. Acham que futebol é uma guerra onde o objetivo deve ser aniquilar o “inimigo”. São pessoas doentes, destituídas de qualquer noção de civilidade e possuem profundo desprezo pelo contraditório.

    Você ainda buscou explicações sociológicas. O mesmo não podemos dizer de outros que comentaram por aqui. Mas tem sido divertido ver esses filhotes de Bolsonaro justificando suas atitudes. Diz muito sobre o que somos de verdade.

  25. Bruno

    Um ótimo – e “imparcial” – texto, blogueiro.

    Afinal, em épocas em que qualquer piadinha é tratada como bulling (puta frescura, aliás!), provocar um torcedor adversário soa quase como declarar guerra, certo?

    A brincadeira com o Rogério Ceni, e repito: BRINCADEIRA, se dá pelo fato deste goleiro ser o maior representante do SPFC, seja por suas conquistas, por sua história, enfim. Ele é o maior dos bambis. Tenho inúmeros amigos bambis, porcos, lambaris e, pra eles, sou favelado, maloqueiro, não tenho dentes, etc… e tudo isso faz parte de uma brincadeira saudável. Ou será que você é daqueles que pensam que se torcemos pra times diferentes, devemos agendar brigas e nos enfrentarmos até a morte? duvido que seja!

    Enfim, ser politicamente correto tá na moda, e muita gente pega carona nisso tentando alguns segundos de fama, um ou outro clique a mais. Entendo, respeito e discordo.

    Bom, caso resolva algum dia cobrar um tiro de meta, deixo aqui meu grito pra você:

    “oooooooooooooooooo CHATO!”

  26. Michel

    Tem a torcida ‘gaivotas da Fiel’ que a Gaviões também escorraçou!

  27. Magno

    Da próxima vez chamaremos de Homossexual, para você ficar feliz. (2)

  28. Rafael Colombo

    O trabalho feito contra o racismo e fobias no Brasil é uma vergonha, principalmente quando vem nessa fórmula sensacionalista e ainda mais intolerante do que o próprio preconceito discutido. Nossa inteligência sabe muito bem que o problema esta mais na cabeça de quem ofende, e menos na daquele que se sentiria ofendido. A ofensa em si é neutra, ela apenas demonstra a ignorância de quem a profere, a inferioridade que ela(ofensa) pretende demonstrar só existe no momento em que seu receptor ou a sociedade se identifica com ela, se sentir ofendido por ser negro ou gay, é não ter a dimensão exata do que realmente é, a defesa gratuita de negros e gays, só reforçam seus inconscientes de que eles são hipossuficientes, quando pelo contrário, essa tipo de conduta deveria ser apenas ignorada.
    Quando na escola, um menino de 10 anos é xingado de gordo e sua mãe toma as dores, e vai conversar com seus coleguinhas babacas, isso só expõe ainda mais a criança, que se sente ainda mais humilhada e seus coleguinhas ainda mais “magros” que ela, quando vamos perceber que esse tipo de defesa é ainda mais discriminatória?
    Os negros e os gays já conquistaram sua maioridade nesse país, vamos trata-los como fortes que são, e não como uma minoria, tudo isso é jogo de esquerda.
    Quer saber, o Rogério Ceni, mesmo sendo mal humorado, deve ter achado graça da piada e sabe por que? Porque ele não é alienado e sabe de sua postura e mesmo que fora homossexual, receberia da mesma forma, não se sentiria humilhado por saber quem é.
    Vamos cuidar dos coitados racistas, que são ignorantes, esse merecem nosso preocupação, não os negros e gays, que pelo menos deveriam saber quem são e não precisar de defesa, porque são naturalmente iguais a todos, o anormal é quem é racista, ele é vítima de si mesmo e da ignorância institucionalizada nesse país.

  29. Sobre o assunto, concordo integralmente com o mestre Chiorino. Escrevi no sábado bem parecido sobre o assunto: http://almanaqueesportivo.com.br/2014/03/07/diga-nao-ao-racismo-e-a-homofobia-sem-hipocrisia/

  30. Alexandre Anello

    Legal, seu texto.
    Agora, mostra o texto que você escreveu, reclamando da torcida dos bambis e de todos os xingamentos que eles fizeram na época do selinho do flamenguista Sheik.
    Aproveita o embalo e critica o blog do Perrone, onde os torcedores iam xingar o Elias de “macaco” e o blogueiro não moderava, deixava lá, pro público ler.
    Não esqueça de listar os gritos de guerra da torcida bambi, sempre chamando os corinthianos de “gambás imundos”, “assassinos”, “bandidos”, “favelados” e “analfabetos”.
    Ufa… Ainda bem que temos você, um verdadeiro paladino da moral e dos bons costumes, no futebol, para nos defender, hein! Pena que isso só acontece quando falta moral e bom costume contra seu time, né, bambi sensível?

  31. Yuri

    Sinceramente meu caro amigo… você nunca poderá usar o novo desodorante OLD SPICE… pq ele é só pra MACHO! Homem HOMEM mesmo…. kkkkkkk
    Cansado desse papinho de homofobia…. tudo agora é homofobia! Chato demais. Vai fazer tricô. Não da vontade de perder tempo pra argumentar com pessoas com ignorância e mente fechada pro POLITICAMENTE CORRETO como você caro amigo. Da vontade de mandar logo a ****… Vai ser feliz, e para de querer achar problema em tudo.

    como o colega disse…a cada matéria que vc escrever, espero que venha um coro nos posts de: OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO CHATO!!!!!

    sem mais!

  32. Bruno

    É mesmo interessante ver a reação de cada cidadão!
    Recentemente, o caso envolvendo o Ronaldo fenômeno com os travestis no rio, mais o antigo ensaio na revista gay que o vampeta (que foi o percursor do apelido bambi), mais o selinho do emerson sheik, mais a notícia do tal do “homem picanha” que namorava alguém do elenco corinthiano fez-me chamar aos colegas corinthianos, em forma de brincadeira, claro; chamá-los de travesti. Sempre que vejo um corinthiano amigo, o chamo de travesti, coisa que é prontamente recusada pelo mesmo. Logo, posso eu dizer que as situações se comparam? Posso dizer que todo corinthiano é um traveco enrrustido?

    Diz aí travecada!

  33. Lí o texto na integra e também todos os comentários… Enfim não sei se é certo ou errado, se é questão de ser politicamente correto ou não.. se é hipocrisia ou não.. afinal futebolisticamente falando isso é prática de sempre e nada vai mudar isso afinal .. todo corintiano é ladrão, burro, favelado, desdentado.. adotaram-se essa “zoação” e ainda colocaram em um grito um “graças a deus”.. Palmeirenses que são chamados de porcos, adotaram o simbolo com orgulho e o principal gito da torcida é PORCOOOOO… santistas também são azucrinados quando chamados de sardinhas, sereias da vila, etc. Os meus principais dilemas são: Por que se doeram tanto.. pq BIXA é homofobia e JUIZ FILHA DA PUTA é permitido? Por que BRANQUELO não é racismo e NEGRÃO é? Certa vez ouvi de um professor na faculdade…. A maldade quase nunca está em quem fala, mas sempre está em quem ouve! Esse episodio com o Rogério Ceni, o maior ídolo do São Paulo e por consequência o maior rival do próprio Corinthians, sempre será foco de zoação, perseguição e cornetação infame. Assim como tantos e tantos outros jogadores que são excelentes profissionais e pessoas são alvos dessas brincadeiras sem nexo. Não apoio… mas todos os lados dessa moeda tem que ser analisados. Episódios como o do atleta de volei do cruzeiro que é homossexual assumido ser chamado e ofendido em uma partida é uma coisa… Chamar os atletas negros de nomes ofensivos e que denigrem a imagem do ser humano, é uma coisa.. agora qualquer homossexual é digno de respeito.. portanto.. só se ofende com uma coisa dessa quem não quer comparado a isso ou que não se acha digno disso… Adoro todos os meus amigos são paulinos, adoro tirar sarro deles e adoro quando tiram sarro de mim de forma inteligente e com piadas ácidas… Mas acho que tmb devem aceitar.. afinal o choro é livre, as piadas estão prontas e nossa cultura futebolística nos ensina a primeiro zuar depois chorar.. então… quem não quer brincar, que não desça no play!

  34. fabio

    Mas homofobia não é só quando vc ofende/bate/magoa um gay (gay mesmo, aquele que *&% com outro gay)?
    Até onde eu sei o Ceni não é… parece que não é, pelo menos eu nunca notei.

    Muito complicado isso, pq o Tinga tb não é um macaco. E o macaco em si, já perguntaram pra ele como se sente sendo comparado com o Tinga? O Tinga é bem desprovido de beleza, estilo Amaral.

    É complicado. Eu acho q justiça não tem q se meter em grito nenhum de torcida, seja pra gay, macaco, burro… o que deve acontecer é o próprio jogador “vítima” do ato e os jogadores que se identificarem com ele se retirarem de campo e pronto. A classe (jogadores) precisa ser mais unida. Já pensou a torcida começa a gritar “macaco, macaco” os jogadores dos dois times param o jogo e descem pro vestiário. Teria mais efeito.
    Mas cada caso é um caso, o Ceni foi xingado o jogo todo e nem se abalou. Quem sabe como se comportaria um jovem nesse caso? Aquela vez que o caso aconteceu com o Balotelli ele disse que pensou em abandonar o futebol… se bem que o que esse cara fala não se escreve. A cabeça alheia é complicada.

  35. jota
  36. ricardo henrique

    Quando for mando do São Paulo e o queixudo for bater tiro de meta, é só gritar: Gaaaannnnbá, faaaaaaavela, baaannnndidagem, maaaaaarginais, e por ai vai. Não faltam adjetivos…..kkkkkk

  37. Jayme Conde

    Esse papo de que torcedor do São Paulo é “menininho mimado”, que faz parte da “elite podre” paulista é pura falácia. Moro na periferia e torço para o tricolor e posso te garantir que tem um monte de são paulinos por aqui, amigos meus, muito mais humildes do que muitos corintianos por aí. Antes de falar que são paulino é arrogante, gostaria que a torcida do Corinthians gravasse um vídeo dela falando do seu amor pelo time. É tão arrogante quanto. Alguns são bem piores.

  38. Pedro Lorenzani

    O texto é bom, sou contra todo e qualquer forma de exclusão, seja contra a cor, raça, religião ou opção sexual, mas o texto do autor esta defendendo o goleiro do SPFC, Rogério Ceni, ele não sita que após o jogo, bombou nas redes sociais mensagem como “chupa galinhada”, “cada as gayvotas”, “bando de mobral” ou seja, todo e qualquer tipo de mensagem discriminando toda a torcida do Corinthians, isso sim é uma forma de exclusão e marginalização, se o jogo fosse no Morumbi, casa sãopaulina, a reação da torcida local seria a mesma dentro do estádio, ou seja, a brincadeira faz parte do futebol, a violência não, homicídio contra torcedor adversário muito menos, acho que este deveria ser o ponto da questão e não a brincadeira contra o goleiro adversário, antes de encerrar este palpite, fiquei em dúvida, qual time o autor do artigo Fabio Chiorino torce?

  39. Leandro Ferreira

    Não vejo de onde veio sua idéia do comparativo Bicha – Rogério Ceni, com Macaco – Tinga, o “Macaco” que gritaram pro Tinga foi uma ofensa e preconceito devido à sua cor, o “Bicha” pro Rogério foi uma gozação, faz parte do futebol, ninguém sabe a opção sexual dele, diferentemente de chamar um negro de macaco, somente por este ter a pele escura.

  40. Richard

    O nobre blogueiro ao menos sabe como é conhecido o time do São Paulo e por acaso entendeu que isso ai é fazer troça com o apelido de bichas como é conhecido o time do São Paulo?
    Bambi, foi o apelido que Vampeta disse na televisão, para não chamar de bichas.
    O time do São Paulo sempre foi conhecido como bicharada, as musicas cantadas no estádio são “oooooo vai pra cima delas timão, da bicharada.”

    Todas as torcidas do Estado de São Paulo se referem ao time do São Paulo como o time das bichas, das meninas.
    A torcida do Palmeiras canta, as outras torcidas também cantam, “olha que timinho de mulher, será que ela, é, será que ela é bicha”.

    Comparar isso ao ato de racismo que aconteceu com Tinga, o Márcio Chagas da Silva e recentemente o Arouca é totalmente incabivel.

    Ninguém vai chamar o Rogério ou São Paulino na rua de bicha.

    Seja menos chato, se informe mais, vai lhe fazer bem

    • Rodrigo Borges

      Seu esforço para justificar a homofobia é impressionante, Richard. Parabéns. E bom será quando ninguém usar termos como “bicha” ou “viado” como sinônimos de gay e homossexual. Ou achar que isso pode ser usado em tentativas de ofensa. “Todas as torcidas do Estado de São Paulo se referem ao time do São Paulo como o time das bichas”, você diz. Fale por você. Eu não sou são-paulino e não me refiro assim ao time. E isso não torna o ato menos escroto.

  41. Thais Almeida

    Com todo respeito à opinião do jornalista, acho que o texto tenta criar uma polêmica gigantesca que, na realidade, não existe ou não deveria existir. Sou totalmente contra a homofobia e a favor de políticas e reformas na legislação em favor dos homossexuais. Não acho, entretanto, que o que aconteceu no estádio no último domingo deve ser alçado ao patamar de homofobia, ou, pior ainda, aos recentes atos de preconceito ocorridos em outros jogos. Do contrário, onde se encaixariam as ofensas voltadas ao torcedor do Corinthians, como “gambá”, “favelado”, entre outros? Tais ofensas também seriam formas de discriminação? Também seriam passíveis de punição? Entendo que não.
    O politicamente correto deve ser visto com cautela, tanto para que que ninguém seja jogado numa vala comum daqueles que realmente praticam atos visando ao ilícito, como para que referida política não seja banalizada. Deve-se interpretar o contexto, assim como o provável conteúdo inofensivo que aquele grito da torcida provocou no goleiro são-paulino.

  42. Rodrigo Francisco

    Que mimimi, heim? Não é necessário ser gay pra ser viadinho. Todos os cubes no futebol que possuem origens aristocráticas são tratados como meninas.

  43. eliandro

    Na boa, o futebol está com muito mi mi mi …… o cara vai nos estádio p/ torcer do seu jeito. Como diz a galera, não aguenta não desce no Play

  44. Sandro

    A verdade é uma só! As gayvotas cansaram de perder pra nós e serem tirados pelo Souza na época do bambi-mor Vampeta (que de bicha não pode falar nada), abraçaram a causa dele e atualmente falam somente sobre isso e de freguesia pq de futebol e títulos fica difícil pra eles! Sou São Paulino e não me incomodo em nada com essa história de bicha, agora vem com esse papinho furado de sujeira e arrogância, tendo em vista que um clube 25 anos mais novo e com menos torcida que eles conquistou tanta coisa que daki mais 100 anos talvez a galinhada não conquiste(bem provável) e conta com inúmeros ídolos, entre eles um que ainda está em atividade e que honrou o manto durante praticamente 25 anos, um dos atletas mais respeitados do futebol nacional e até mundial e que além de ter o reconhecimento por seus feitos que talvez jamais serão alcançados(vou me limitar a falar sobre os mais de 1000 jogos por um único clube), de quebra ainda marcou o 100º gol de sua carreira em cima delas!!! No final o tal do corinho de “ooooo bicha” não me pareceu nada menos que inveja e recalque! Realidades e brincadeiras a parte, que é o tom desse meu post, futebol é isso mesmo é tiração de sarro, esse tal de bullying e do politicamente correto tá deixando o mundo chato demais e quem se ofende com esse tipo de coisa… sei lá vo ficar quieto!!! Saudações Tricolores para o small e viva a rivalidade, zueira faz parte! SEM VIOLÊNCIA!!!

  45. Richard

    Rodrigo Borges o ato não é escroto, faz parte do futebol.
    Eu não sei se você frequenta estadios, mas se frequentasse saberia porque gritaram bicha para ele.

    Se vc não entendeu, explico pacientemente novamente.
    O time do São Paulo é conhecido como bicharada, logo bichas eles são, logo seus jogadores são bichas, logo chamar o goleiro deles de bicha ao bater um tiro de meta ou bola recuada, é sacanear o cara, não sacanear ele porque ele é homossexual, como fez a torcida do Cruzeiro com o jogador do volei futuro, o Michael que é assumidamente homossexual que era ofendido e chamado de “viadinho, viadinho” cada vez que ia fazer um saque no jogo de volei entre Cruzeiro x Volei Futuro.
    Isso é discriminação.
    o que fizeram com o Rogério foi zuera, sacanagem.

    O mundo precisa de pessoas menos chatas como vc

  46. René Duarte

    Em TODOS os jogos do futebol europeu há manifestações escancaradas de racismo e nunca li uma linha a respeito disso, aqui. Mas basta a torcida do Corinthians chamar aquele mala zé ruela de bicha que nosso amigo colunista fica doído.

  47. Costumo falar somente sobre posts , mas acredito em direito de resposta pois fui insultado aqui !

    “Que tal colocar-se como cidadão e ser humano antes de ser torcedor, hein?”

    Obrigado pela sugestão Neutro da Silva. Você dá um bom exemplo de humanidade e cidadania chamando as pessoas de “mentecapto” e “idiota” por não pensarem exatamente como você. Já ouviu falar em argumentos e educação? Entendo que “menininho mimado”, criado a leite com pêra , que joga bola na escada do prédio, em outras palavras as “meninas”, podem ter servido pra você, mas não precisa dar uma de revoltadinho de internet, não quero que pense igual a mim, mas pratique o que vc mesmo propaga, seja mais humano , seja mais cidadão comente sobre o post, se não gostar do que escreveram apenas ignore ou comente com educação, aqui existe um moderador e não é você! Se quiser interferir no que as pessoas escrevem crie um blog e seja o próprio moderador.

  48. Passar Bem !

  49. Ricardo

    Essa coluna é a tipica classe média demonstrando seu nojo de favelado.

  50. welesson

    Estamos diante do David Copperfield das idéias. Parabéns!
    Transformar o que aconteceu no Pacaembu domingo em ato homofóbico é o mesmo que transformar lenço branco em pombo.
    O ilustre escritor sai de casa? tem amigos? convívio social? ou vive em uma redoma de vidro assistindo televisão e navegando na internet?
    Esse texto reflete o momento em que passamos: A Inquisição (o politicamente correto) onde todos são bruxas (qualquer pessoa que supostamente se manifeste fora do politicamente correto) e que deve queimar na fogueira.
    Tomara que isso passe logo e que possamos voltar a conviver socialmente (lógico que sem os verdadeiros atos de racismo, homofobia e afins).

  51. pedro

    Achei o texto bom, mas muitos comentários aqui preocupantes…
    o problema está longe de sacanear o adversário.
    o problema está, e deveria ser óbvio, em pejorativar algo que deveria ser normal. Nesse sentido é perfeita a comparação com o termo macaco.
    Deveria ser desnecessário dizer q ao sacanear algum rival com um termo em sua essência pejorativo, não haveria discriminação.

  52. pedro

    A referência ao Richarlisson, q não era homossexual segundo ele mesmo, mas tinha trejeitos femininos é clara quando do apelido criado pelo Vampeta.
    Se vc não tem competência para ver homofobia nisso, o problema está em vc e não no “politicamente correto “…

  53. Roberto

    Fábio, não tente criar polêmica onde não existe, q tal procurar um assunto mais interessante para escrever.

  54. Caio Bretas

    Impressionante a vontade de certas pessoas procurarem cabelos em casca de ovo… Será que esse colunista não tem algo mais interessante para relatar?

  55. Egas Muniz

    Porra como vocês estão deixando o futebol chato, não pode mais bandeirões, não pode mais cerveja, não pode mais fogos, não pode mais garrafas plasticas de água, daqui a pouco teremos que saborear o espetáculo de garfo e faca!

  56. Rodrigo Monteiro

    Falta de assunto. Argumentação fraca.
    Os gays não são os “negros” do século XXI, isso é uma tentativa de misturar as coisas
    Baboseira.
    Desde de quando ser chamado de BIXA é ofensivo.
    Da próxima vez será homoafetivo.

  57. Vinicius

    Ok, no próximo jogo do meu time vou colocar meu terno e pegar meu monóculo para assistir ao jogo. O futebol ta ficando muito chato, nos estádios já não pode mais ficar de pé, e agora também não se pode falar mais nada (não estou me referindo ao caso de racismo, que é um absurdo), mas ta ficando chato torcer, qualquer palavra falada no estádio vai ser motivo de análise psicológica, daqui a pouco pra entrar no estádio vamos ter que fazer um curso de postura e boas maneiras e vamos começar a chamar o juiz de bobo, feio e chato só.

  58. Rodrigo Borges

    Acho curioso quem diz que racismo é absurdo, mas não tem problema usar orientação sexual como tentativa de ofensa. Que lógica bizarra. Ou uma justificativa como a do Richard: “faz parte do futebol”. Não sei se dá vontade de gargalhar ou de chorar.

  59. Caio

    Se o senhor acha que chamar alguém de bixa é ofensivo, o homofóbico aqui é você.
    Pare de sensacionalismo e redija sobre algo realmente polêmico ou ao menos mais produtivo.

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