Encerrada a primeira rodada da Eurocopa 2012, ficou aquele gosto agridoce de que poderia ter sido melhor. Nenhum dos oito jogos foi espetacular, mas a tendência é melhorar.
Igual à Copa do Mundo, a Euro tem uma primeira rodada tensa. Como ninguém quer começar perdendo, os times preferem a “certeza” de não perder a arriscar ganhar. Isso explica a proliferação de esquemas com dois volantes defensivos, a falta de atacantes e a entrada destes faltando 20, 10 ou mesmo 5 minutos para o fim do jogo. É chato demais ver o futebol assim, mas não tem jeito. Faltam seleções destemidas. E ninguém se importa muito. Notemos que Antonio Di Natale, autor do gol da Itália contra a Espanha, comemorou o resultado após o apito final, mostrando que a Azzurra não se apega a sua camisa para ganhar jogos.
A falta de diversão para o torcedor também pode ser explicada pela coincidência de que seis dos melhores times (no papel) se enfrentaram: Alemanha x Portugal, Itália x Espanha e França x Inglaterra. Isso ajudou a amplificar o medo de perder. A Holanda, que poderia brilhar contra a razoável Dinamarca, optou por jogar, à exceção de Wesley Sneijder, sem vontade. Deu no que deu.
A segunda rodada chega com perspectivas de melhor futebol. Quem perdeu e tem jogadores habilidosos, como Portugal e Holanda, terá que arriscar mais. Quem não tem, também será obrigado a se abrir, como a Suécia e a Polônia. Diante das vitórias de Croácia e Ucrânia, França, Espanha, Itália e Inglaterra também terão de abrir mão de suas táticas retranqueiras por mais tempo.
De destaque, as atuações de Daniele De Rossi como líbero pela Itália, do meia russo Alan Dzagoev e o retorno de Andryi Shevchenko ao futebol de alto nível.
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