
por @bwinckler
Ah, o mundo ideal. Buscamos, tentamos fazer a nossa parte, mas sabemos que ele não existe. Pior. Não há perspectivas de que ele melhore enquanto a Síria estiver em guerra, lunáticos matarem inocentes em salas de cinema ou que a democracia seja vilipendiada no Paraguai. Isso só para citar alguns exemplos recentes de que estamos perdidos.
Há, contudo, um momento, de quatro em quatro anos, em que a utopia do mundo perfeito deixa de ser uma ilusão para ser real. Em 2012 este sonho dura 17 dias e começa nesta sexta-feira. O estádio olímpico de Londres será o palco do espetáculo que representa esse mundo ideal. Lembro de novo. É só uma ilusão, mas não faz mal.
A cerimônia de abertura dos Jogos, com seus mais de 10 mil atletas, cada um sob sua bandeira, revela em cada rosto sorridente um daqueles raros momentos em que não importa onde você nasceu, sua religião, seu gênero, suas convicções, se seu país vive uma ditadura ou é um paraíso onde o Estado funciona para todos. Ali são todos iguais. Só ali.
Quando as competições começam e os países que mais investem despontam no quadro de medalhas evidencia-se que nem tudo é tão equilibrado como sugere aquela volta olímpica com suas centenas de bandeiras dos cinco continentes e a mais famosa delas com os cinco anéis entrelaçados que representam tal comunhão.
Mas vamos viver este conto de fadas. Até 12 de agosto, ao menos em Londres, a utopia estará viva.
Viva as Olimpíadas.
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