Judô japonês vive em Londres histórico fracasso olímpico

Foi em 1964, em Tóquio, que o judô entrou no programa olímpico. Desde então, o Japão só não liderou o quadro de medalhas da modalidade em 1980. Não por falta de resultados, mas porque participou do boicote aos Jogos disputados em Moscou. Isso dá a dimensão do fiasco histórico dos judocas japoneses em Londres.

Encerrados os sete dias de disputadas do esporte, o Japão conseguiu apenas uma medalha de ouro, com Kaori Matsumoto nos 57 kg. Mika Sugimoto levou prata na categoria acima de 78 quilos. Os homens não conseguiram um ouro sequer e levarão de Londres uma prata (Riki Nakaya, -73 kg) e dois bronzes, com Masashi Ebinuma (-66 kg) e Masashi Nishiyama (-90 kg). Favoritos como Tomoko Fukumi e Misato Nakamura voltam pra casa de mãos vazias.

Até então, o pior desempenho japonês no judô olímpico acontecera em Barcelona 1992, com duas medalhas de ouro e uma de bronze. Em Pequim 2008 foram sete medalhas, quatro de ouro. Em Atenas 2004 foram dez, oito de ouro. No quadro histórico de medalhas da modalidade, o Japão tem mais que o triplo de medalhas de ouro da França, a segunda colocada. Desta vez, teve de aplaudir a Rússia, que conseguiu três ouros, uma prata e um bronze.

“Nós esperávamos conseguir medalhas de ouro nos 48 e 52 quilos, mas não conseguimos nada”, disse Isamu Sonoda, técnico do judô feminino japonês e campeão olímpico em Montreal 1976. “Não há uma pessoa que tenha consistentemente vencido lutas”, afirma Ryoko Tani, a maior judoca de todos os tempos, bicampeã olímpica e heptacampeã mundial.

É bom que o judô brasileiro preste muita atenção no próximo ciclo olímpico. As derrotas em Londres farão com que os japoneses venham ao Rio, em 2016, dispostos a fazer uma campanha histórica. Mas, desta vez, no bom sentido.

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Jornalista e tocador de guitarra, 35 anos. Assume que gosta de Bee Gees sem sentir vergonha.
Twitter: @estadodecirco
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