Na estreia nas Olimpíadas, Egito expõe prepotência do futebol masculino do Brasil

Brasil 3×2 Egito, em Cardiff. O time do primeiro tempo fez três gols, ofensivamente esteve inspirado e pouco sofreu defensivamente. Oscar foi bem e participou na abertura do placar, quando procurou Hulk dentro da área, mas Rafael interceptou a bola para fazer 1×0. No segundo gol, o meio-campista do Chelsea driblou o goleiro adversário e achou Damião para ampliar. Neymar, em raro momento cabeça erguida para enxergar um companheiro bem colocado, fez tabela com Hulk e marcou o terceiro.

Tudo parecia bem, com exceção do nervosismo evidente do goleiro Neto e da péssima atuação do zagueiro Juan, mas no segundo tempo a coisa quase se transformou num desastre. O desentrosamento, a falta de atenção e os erros táticos defensivos apareceram todos de uma vez. O Egito pressionou e marcou duas vezes, gols de Aboutrika e Salah. Mais do que isso, o adversário expôs dois péssimos traços do elenco brasileiro: a prepotência e o individualismo.

Apesar da superioridade, não há qualquer razão para os comandados de Mano Menezes terem dificultado um jogo tranquilo sem motivo aparente. A desculpa do nervosismo da estreia nem pode ser considerado, ainda mais levando em conta que quase todos os atletas em campo são titulares de equipes enormes espalhadas pelo mundo.

Contra Belarus, no próximo jogo, a missão de Mano e dos atletas é bem clara: controlar a soberba, fazer Neymar jogar mais coletivamente, substituir Juan e vencer.

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Jornalista, 39 anos. Entre uma feijoada e outra arruma um tempo até mesmo para trabalhar.
Twitter: @fgraziani
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