Nadal já vê Sampras no fim da reta

Por @maia_otavio

Ao mesmo tempo em que disputa com Novak Djokovic o posto de melhor jogador da atualidade, Rafael Nadal embala numa corrida contra grandes lendas da história do tênis.

Com o mais recente título de Roland Garros, Nadal chegou a 11 conquistas de Grand Slam, deixando no retrovisor gente importante como Bill Tilden, Ivan Lendl e Andre Agassi.

Agora, Rafa está em companhia de Rod Laver e Bjorn Borg e só vê à sua frente Roy Emerson, com 12 troféus, Pete Sampras, 14, e Roger Federer, 16.

Com 26 anos e muitos Roland Garros pela frente, o espanhol já caminha para ser maior que Sampras, algo impensável até outro dia. Lembre-se que além de estar no rastro de títulos do ex-número 1, ele ainda foi bem-sucedido em desafios nos quais o americano falhou – como fechar o Grand Slam – e de quebra tem um Ouro Olímpico. Só falta mesmo uma Masters Cup no seu cartel.

Sempre alguém fará a ponderação de que na época de Pistol Pete o circuito era mais forte. Não é bem assim. Mais equilibrado, pode ser, mais forte, não. Ninguém pode tirar de Rafa o fato de ter construído sua glória tendo que dividir seu tempo com o maior da história, Roger Federer, e com um talento soberbo cuja grandeza ainda não se revelou totalmente, Novak Djokovic.

Esse incrível Nadal, que sempre eleva seu jogo quando encontra um obstáculo aparentemente instransponível, tem mesmo uma chance clara de alcançar Sampras.

E, se chegar lá, certamente terá uma motivação especial para subir mais um degrau e se tornar o recordista absoluto ainda que ganhar mais cinco majors seja uma façanha quase desmedida.

Mas, afinal quem duvida desse fenômeno?

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Jornalista, 29 anos. Da última vez que jogou vídeo-game, chovia forte numa acirrada disputa de Enduro.
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2 Palpites

  1. Rubão

    Quando Roger conquistou o último Slam, em janeiro de 2010, ele tinha 16 títulos contra apenas 6 de Nadal. Dois anos se passaram e mesmo perdendo 3 finais pra Djokovic, o espanhol já soma 11.

    Mais 5 Slams significam, no máximo, 3 anos: 3 RG, 1 Wimbledon e ou 1 US Open ou 1 Australia.

    Como apenas Djokovic pode pará-lo em torneios desse nível – Del Potro seria outro, mas carece de fisico – e Murray segue a maldição britânica – não é nada impossível.

    Aposto, inclusive, que ele fecha a carreira com 18 GS.

    Federer só ganha outro caso os dois primeiros do ranking se lesionem ou sejam surpreendidos, em um mesmo torneio.

    Isso não é motivo pra dizer que se tornará o maior da história. Porém, certamente, ele já tem um lugar entre os 5 primeiros, ao lado de Borg, Laver (ou McEnroe), Sampras e Federer.

  2. Bruno Camargo

    Tem que ser rápido, pq no estilo que joga a perda de potencia que vem com a idade é mto pior que para outros.

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