Há nos últimos meses uma onda de euforia em torno de Neymar que não cheira bem. Não faltam pessoas para elogiá-lo como pessoa, como grande produto de marketing e até mesmo como um “malandro” do bem, uma fama que, convenhamos, só é boa no Brasil. Falta gente, no entanto, para dizer o que Neymar precisa ouvir: ele provou muito pouco dentro de campo.
Neymar é constantemente comparado a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Em comum os três têm o fato de estarem em seleções que estão em um patamar abaixo das três melhores do mundo hoje – Espanha, Alemanha e Holanda – e que, portanto, enfrentam grande dificuldade. Cristiano sempre é destaque de Portugal, Messi vem melhorando com a camisa da Argentina e Neymar ainda é uma incógnita com a camisa amarela.
No futebol de clubes, a diferença entre os três é muito maior. No Barcelona e no Real Madrid, Messi e Cristiano Ronaldo provam que são mesmo craques, jogadores que fazem a diferença, que mudam resultados de jogos. Ambos, é claro, jogam em times muito melhores que o Santos, o que facilita o trabalho dos dois. Neymar ajudou o Santos a ganhar a Libertadores, o que não é pouco, mas ainda tem um impacto para o Santos muito menor que o causado por esta dupla em seus respectivos times.
Se no marketing Neymar é o “Cristiano Ronaldo” ou o “Messi” do Brasil, no campo ele ainda tem muito a provar, e o Mundial de Clubes pode ser a vitrine ideal para isso. O futuro de Neymar pertence às escolhas que ele fará e às situações que a vida colocará à sua frente. Problema maior que esse é Neymar ser colocado em uma posição de salvador da pátria para a Copa do Mundo de 2014 que ele não poderá suportar – não por seu caráter ou espírito – mas por ainda ser um jogador muito menos decisivo que vários outros.
Às vezes, a análise do futebol parece estar sendo afetada pela tragédia da análise do esporte “amador”. Os analistas criam uma imagem superficial do atleta, baseada em fatores que não os decisivos (por aqui o Pan costuma servir de cortina de fumaça) e quando chega a Hora, vem o fracasso. Para evitar decepções em 2014, é preciso lembrar que para ganhar jogos e a Copa do Mundo, simpatia, camisas vendidas e cabelo moicano contam menos do que dribles e gols marcados.
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Concordo com o texto. Não acho legal essa pressão e, de fato, o Neymar foi vítima da eterna preguiça dos clubes brasileiros após a conquista de uma Libertadores: no segundo semestre, o Santos praticamente inexistiu. Foram seis meses MUITO mal aproveitados pelo Muricy. Pensou-se muito em marketing e deixou-se de lado a parte tática e técnica, que era o mais importante. O Barcelona é muito forte, é excesso de otimismo acreditar que talentos individuais possam resolver a parada.
Quanto ao Neymar, o que penso é que ele é um grande produto cujo talento é proporcional ao próprio ego. E meu único contraponto a um possível fracasso do craque é o fato de que independente do que ocorra fora de campo, ele GOSTA de jogar bola. É um boleiro nato, que apresenta dentro das quatro linhas inteligência (mais do que técnica) muito acima da média. Isso parece ser o natural dele.
Além disso, seu espírito de competitividade é impressionante. Em uma circunstância onde haverá um duelo pessoal (ênfase no “pessoal”) dele com Messi, sem dúvida ele fará o máximo que puder pra sair do Japão com sua imagem de craque reforçada. Nada a ver com o Santos, com Pelé, com o título mundial, e sim com seu próprio ego. Basta ver que uma de suas melhores exibições em 2011 foi contra o Flamengo, de seu “antecessor” Ronaldinho Gaúcho…
Não acho que ele tenha provado muito pouco, Paulista, Copa do Brasil e Libertadores significam muita coisa para um jogador que começou faz pouquíssimo tempo.
Concordo que na seleção Neymar é uma incógnita, mas devido principalmente ao baixo número de jogos que ele realizou com a camisa amarela.
E quanto ao Mundial ser a vitrine ideal penso ser algo quaestionável, pois estamos falando de apenas 2 jogos
Eu concordo com quase tudo e vejo alguns pontos um pouco diferente.
Minha maior preocupação é ele receber uma responsabilidade desmedida em 2014. Uma Copa no Brasil já é uma pressão absurda. Escalar um menino como responsável pelo título, nessa situação, é sucesso na certa – só que ao contrário. Concordo plenamente com o José.
Também entendo que o Neymar ainda precisa se provar contra os melhores do mundo, já que até agora brilhou muito, mas sempre contra times e defensores que não estão na elite do futebol mundial.
Minha leve discordância é de que, nos campeonatos que jogou até agora, Neymar foi excepcionalmente decisivo. Especialmente na Libertadores, quando marcou gol ou deu assistência nos sete últimos jogos.
O Messi e o Cristiano também são decisivos e estão num patamar mais alto porque o fazem contra os melhores times e marcadores do mundo. Guardada essa diferença, não vejo Neymar decidindo menos. Talvez pela falta de qualidade dos times latinos ele desequilibre até mais.
Abs!
Neymar ganhou a maioria dos títulos que disputou, sendo sua atuação decisiva em todos os jogos de todos esses campeonatos. Tudo isso ao lado de companheiros pouco ou quase nada talentosos. Por tudo isso, acho que ele, proporcionalmente, faz muito mais diferença no Santos do que Messi e Ronaldo em seus clubes.
Nossa!!!!
Neymar com menos de 20 anos, ganhou 2 Campeonatos Paulistas, 1 Copa do Brasil e foi o destaque do Campeonato Brasileiro, em um time de 2o escalão que é o Santos, sendo decisivo em todos os momentos necessários.
Comparar jogadores não leva a nada, cada um é diferente dos outros.
Ah mas vc tem razão, o Neymar joga no Brasil, só importa mesmo quem joga lá fora