
Por @zeantoniolima

Michael Phelps se tornou nesta terça-feira, 31 de julho de 2012, o atleta com mais medalhas olímpicas em todos os tempos. Com o ouro e uma prata conquistados, chegou a 19 medalhas, ultrapassando ginasta soviética Larisa Latynina, que tinha 18 pódios. O feito histórico de Phelps, entretanto, vem acompanhado de um gosto agridoce.
A 19ª medalha chegou no revezamento 4x200m livre, uma prova que ninguém esperava derrota dos Estados Unidos. Foi, também, a oitava conquista coletiva de Phelps, contra quatro de Latynina.
Momentos antes, Phelps teve de se contentar com uma prata nos 200m borboleta. A prova é a preferida do americano. Foi seu primeiro recorde mundial, e deu a ele a primeira participação nas Olimpíadas (em Sydney, aos 15 anos).
Foi, além disso, uma derrota para o surpreendente sul-africano Chad Le Clos, de 20 anos, um dos vários jovens que tem brilhado em Londres e superado a geração de Phelps que, com 27 anos, já é um veterano. Num mundo doente, em que prevalece a lógica moralmente torta de que “você só é tão bom quanto sua última prova”, Phelps chega “decadente” àquela que deve ser sua última edição dos Jogos.
O americano ainda tem três provas pela frente: os 100m borboleta, os 200m medley e o revezamento 4x100m medley. Se conseguir o ouro em alguma das duas primeiras, se tornará o primeiro homem na história a ser tricampeão olímpico em provas individuais. Seria mais um feito e tanto, para coroar uma carreira impressionante, marcada pela dedicação extrema, e provar, para aqueles que ainda precisam, que Michael Fred Phelps II é, e sempre será, um dos maiores da história.
Foto: Facebook
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