
Por @zeantoniolima
Em um post recente aqui no Esporte Fino, critiquei a forma como o desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos é avaliado. Grosso modo, cria-se uma expectativa com base em erros de análise e, quando o resultado não vem, o país vira um fracasso. Há que se ponderar, entretanto, que o Brasil tem sim seus atletas “amarelões”. Alguns simplesmente não conseguem chegar ao auge quando deveriam, os Jogos Olímpicos. Mas por que isso ocorre?
Um dos argumentos contrários ao tênis nas Olimpíadas é o fato de o esporte ter seu auge fora dos Jogos (nos Grand Slams). Contrapõe-se a este argumento a tese de que, nas Olimpíadas, os atletas estão finalmente representando seus países, e não a eles próprios. A semifinal de Londres, na qual Roger Federer e Juan Martin Del Potro saíram claramente emocionados na sexta-feira 3, foi prova disso. O choro de Victoria Azarenka ao conquistar o bronze para a Bielorrússia neste sábado 4 também é. Os três, incluindo o suíço Federer, conhecido por sua frieza, estavam claramente em um estado fora do normal.
Nos Jogos Olímpicos, é também possível verificar como atletas de esportes diferentes e que talvez nem se conheçam fazem parte de uma mesma equipe. Assim, o que um faz pode influenciar os outros. Nesta edição, o time do Reino Unido demorou a engatar medalhas de ouro. As primeiras vieram no dia 2, com as remadoras Helen Glover e Heather Stanning e o ciclista Bradley Wiggins. Veio, então, segundo o Guardian, o “alívio” pelo fim da seca. O presidente do Comitê Organizador, o ex-atleta Sebastian Coe, foi enfático ao comemorar. “Vencer é contagioso”, disse ele.
O óbvio entendimento da frase de Coe é um só: quando saem as primeiras medalhas de ouro de um país, os atletas que competem a seguir, em qualquer esporte, ganham mais confiança. Com segurança para competir, sabe qualquer esportista, a vitória fica mais fácil.

É preciso notar, entretanto, que os atletas britânicos estão preparados para serem campeões olímpicos e que há muitos nesta condição. Isso é fruto da forma como Reino Unido trata o esporte. No caso do Brasil, a coisa muda de figura. Há muitos brasileiros competindo em Londres, mas pouquíssimos em condições de ganhar medalhas. Assim, resultados ruins são comuns, e não poderia ser diferente.
Quando um dos que tem chance de medalha é derrotado, por exemplo Leandro Guilheiro ou Cesar Cielo, o que é perfeitamente comum em competições de alto nível, a confiança de todos fica abalada. Surgem os pedidos de “desculpas” ao povo brasileiro, a “torcida” para que o país consiga medalhas em outras modalidades. A imprensa, que vai em peso aos Jogos e se concentra nos esportistas que têm mais chances, mostra a eles o tamanho da “responsabilidade”. Os atletas menos preparados psicologicamente, como Diego Hypólito no domingo passado e Fabiana Murer neste sábado 4, sucumbem.
Ceder à pressão não é exclusividade dos atletas brasileiros. No judô, o Japão, melhor do mundo no esporte que criou, conseguiu apenas um ouro, desempenho muito abaixo do normal. Na sexta-feira 3, o panamenho Irving Saladino, campeão olímpico do salto em distância, queimou suas três tentativas e nem foi para a final. Os americanos Todd Rogers e Phil Dalhauser, campeões no vôlei de praia, caíram nas oitavas de final. Neste sábado 4, a russa Maria Sharapova foi massacrada pela americana Serena Williams na final do tênis.
Se nos Jogos Olímpicos vencer é contagioso, fracassar também é. Com uma equipe grande, porém sem muitas esperanças de medalha, o Brasil só experimenta o contágio ruim. Derrotas normais viram um “fracasso”, cria-se um clima de desespero, atletas que brilham quando as competições não são transmitidas afundam e, assim, alimenta-se o círculo vicioso de derrotas. Talvez, no Rio-2016, com a torcida a favor, parte deste ciclo seja rompido. Enquanto o Brasil não tiver uma política esportiva para formar atletas de ponta em quantidade razoável, porém, a pressão psicológica vai continuar a ter papel de destaque nos resultados dos atletas brasileiros.
Foto: Alaor Filho/AGIF/COB
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Pessoal, eh isso mesmo. ‘vencer eh contaGioso” . E o povo brasileiro tão carente coloca a pressao sem medida.
Ps. Só uma correção a eliminação da Fabiana foi no sabado.
Resposta: corrigido, obrigado!
discordo.
pro grosso dos atletas brasileiros td bem, eles realmente não tem apoio nenhum e exatamente por isso são tão fracos. por serem fracos ngm espera nd deles e fica por isso mesmo.
agora os atletas de ponta como cielo, fabiana murer e diego hipolyto recebem sim todo o suporte necessário pra treinar! a fabiana murer treinava na europa com o mesmo tecnico da isinbayeva, pelo amor de deus! altíssimo investimento de dinheiro público e de dinheiro de patrocinadores vai pros atletas q são esperança de medalha! se eles não correspondem às expectativas, eles tem sim q pedir desculpas e dar justificativas! é dinheiro público e do patrocinador, não é dinheiro deles!
o príncipe árabe do hipismo q compete com a fortuna dele por diversão é q n tem nd q se explicar pra ngm… se quiser, pode descer do cavalo e dançar kuduro q ngm tem nd a ver com isso!
não é o caso dos atletas brasileiros.
a fabiana murer, principalmente, não tinha o DIREITO de ter feito oq fez, desistindo daquele jeito.
se em qualquer profissão vc n entrega os resultados esperados, é tchau! vc tá sendo pago pra fazer algo. n fez? tem q se justificar pra quem paga seu salário, pro cliente… e na pior das hipóteses é “passa no RH pra acertar suas contas”!
não entendo pq com atletas isso deveria ser diferente! é profissão, eles são pagos, ngm tá lá fazendo um favor pro país!
alá… vendo agora o comercial da Sadia, patrocinadora do cielo, do diego e do guilheiro… 3 das maiores esperanças, 3 das maiores decepções.
a propaganda fica até ridícula depois de o diego ter caído (de novo) pateticamente nas eliminatórias, um campeão do mundo!
e esse tipo de derrota não é normal como está no texto. não tem nd de normal campeões do mundo não passarem nem das eliminatórias na competição mais importante, a única q realmente importa em termos de visibilidade e de significado. ou alguém, tirando os próprios atletas, realmente se importa com as outras competições? alguém sequer assiste aos mundiais de ginástica, natação, salto com vara?
claro q eles tem q pedir desculpa! sorte da Sadia q n patrocina a murer… se patrocinasse, hj era o caso de alguém de lá telefonar pra fabiana aos berros e ela ter q escutar quietinha. não tem justificativa. no caso dela foi só dinheiro público pelo ralo mesmo…
haha! exceto pelo fato de q eu respondi o post errado! era pra outro blog! td bem, n fez sentido, mas mesmo assim é oq eu acho…