Top 10: os maiores heróis do esporte brasileiro

O esporte nacional tem nomes vencedores em abundância. Mas, para o brasileiro, ser vencedor não é o bastante. O torcedor gosta de encontrar nas competições de alto-rendimento verdadeiros heróis. Personagens que se destacam pelas conquistas tanto quanto pela capacidade de superação, vitórias dramáticas e carisma. Habitam o imaginário popular como líderes e exemplos e despertam orgulho na população. Abaixo, escolhi aqueles que, na minha visão, são os dez maiores da história tupiniquim nesse contexto.

10- Oscar Schmidt
Faz parte da lista não só porque foi o maior jogador de basquete de todos os tempos do País, mas sobretudo pela paixão com que defendeu a Seleção nacional dentro e fora das quatro linhas. Seu nome é simplesmente indissociável da história do basquete brasileiro.

9- César Cielo
Ainda jovem, elevou a natação brasileira a um nível jamais visto. Num momento em que os atletas tupiniquins eram vistos sempre com desconfiança em momentos de decisão, surpreendeu a todos e trouxe um ouro inesperado nas Olimpíadas de Pequim e dois no Mundial de Roma. Tornou-se referência de esportista vitorioso para a geração contemporânea.

8- Garrincha
Além de ser um dos maiores jogadores de todos os tempos, é um dos mais folclóricos atletas do país. Seus dribles desconcertantes, as pernas tortas, as respostas simplórias e inteligentes… Tudo isso fez dele um personagem adorado pelas multidões. Além, claro, de conduzir a Seleção ao título de 62.

7- Giba
Quando eu estava no colegial (que hoje é Ensino Médio), ele já era a referência da Seleção Brasileira. Hoje, cinco anos após me formar na faculdade, ele continua lá. Foi o craque da equipe mais vitoriosa que o vôlei brasileiro já teve, com conquistas em Jogos Olímpicos, Mundiais e Ligas Mundiais.

Giba

6- Hortência e Paula
São inseparáveis na história. Juntas, escreveram os mais belos capítulos do nosso basquete feminino. Conquistaram um Mundial, prata nas Olimpíadas de Atlanta e ouro no Pan- americano de Havana. Eram como um Michael Jordan duplicado: na hora de decidir, bastava passar a bola a elas.

5- Bernardinho
Não foi um atleta excepcional, mas como treinador é inquestionável. Chega a ser pretendido por equipes de outros esportes, tamanha sua capacidade de motivar os atletas. Depois de melhorar sensivelmente a performance do vôlei feminino, chegou à seleção masculina para marcar época. Montou a equipe liderada por Giba, que venceu tudo. É unanimidade e orgulho nacional.

4- Ronaldo
Bicampeão mundial, três vezes eleito o melhor do mundo pela FIFA, maior artilheiro da história das Copas. Pouco, né? Mas o que faz dele um herói mesmo é a sua história de superação. Teve um piripaque na final de 1998 que, pela carga emocional, levou muitos a crerem que sua carreira estava acabada. Duas operações no joelho pareciam confirmar a tese. Mas ele se levantou e ganhou a Copa de 2002 jogando muito ao lado de Rivaldo. No ano passado, mais uma operação. Agora, já veterano, segue decidindo jogos, Milan Kundera poderia fazer dele seu personagem principal da teoria do “Eterno Retorno”.

Guga

3- Gustavo Kuerten
Depois de traumas familiares graves, como a perda precoce do pai e a paralisia cerebral de um irmão, teve de enfrentar as agruras do circuito mundial quase sem contar com torneios no Brasil. Superou a falta de tradição do País no esporte e realizou algo que parecia impossível: tricampeão de Roland Garros, dono de uma Masters Cup e número 1 do mundo. Herói, fez os tupiniquins se acostumarem a acordar no domingo para assistir seus jogos decisivos e, ao mesmo tempo, decifrar expressões como break point e drop shot. Além disso, tem um carisma que o torna ícone mundial.

2- Pelé
Maior atleta da história. Ponto final.

1- Ayrton Senna
Não foi maior que Pelé e nem maior que Schumacher. Mas é a expressão máxima da palavra herói em Terra Brasilis. Seu talento natural, a vocação para vencer e a morte trágica, veiculada ao vivo e em rede nacional, fizeram até os corações mais gelados se derreterem.

Ayrton Senna

Otávio Maia

Jornalista e Relações Públicas, 31 anos. Quer a volta dos jogos de aspirantes e do Torneio Início.
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