
Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, Usain Bolt fez o mundo ficar de queixo caído ao vencer os 100 m e os 200 m rasos com tamanha facilidade que pode colocar os braços para trás, olhar para os lados e aproveitar os metros finais da conquista. O jamaicano derrubou o recorde mundial – quebrar não é um verbo apropriado – e abriu novamente o debate sobre qual seria o limite de velocidade do homem. Mais que isso, era impossível não se perguntar quem derrotaria aquele homem.
Passados quatro anos, o cenário mudou de uma forma que não se poderia imaginar. O técnico Glen Mills revelou preocupação com lesões. Nas seletivas jamaicanas, Bolt foi derrotado por Yohan Blake nas duas provas. No ano passado, no Campeonato Mundial disputado em Daegu, o Raio (tradução de Bolt) foi desclassificado da final dos 100 m rasos ao queimar a largada.
É neste momento que é lançado o documentário Usain Bolt: the Fastest Man Alive, exibido no Brasil pelo SporTV. O diretor francês Gael Leiblang teve acesso a Bolt durante sete meses, dos quais tirou 85 horas de material bruto. O filme retrata o Bolt carismático e relaxado já visto nas pistas e também em entrevistas. Ao mostrar suas habilidades no futebol, em uma pelada na Jamaica, pede: “garanta uma cópia para Alex Ferguson [Usain é torcedor do Manchester United]”, diz o campeão, que fala abertamente também sobre pontos delicados, como os 100 m rasos do Mundial da Coreia do Sul.
Bolt explica passo a passo como funciona cada etapa da prova mais rápida do mundo. Uma espécie de tutorial feito pelo homem que foi capaz de percorrer a distância em 9s58 no Mundial de 2009, em Berlim. “Nos últimos dez metros, você não vai me pegar. Não importa quem é você, o quanto esteja focado, o quanto julgue que esteja preparado”, afirma. Em Londres, Bolt terá a chance de provar. Mais uma vez.
Veja o trecho em que Bolt explica cada passo de como corre os 100 metros rasos e uma pelada na Jamaica do torcedor do Manchester United.
Leia mais: resenha sobre o documentário no The Telegraph.
Compartilhe!
Tweet



