Zanetti e a vitória mental que rendeu ouro

Arthur Zanetti conquistou o segundo ouro do Brasil nas Olimpíadas de Londres. O ginasta especialista na prova de argolas era favorito a uma medalha e o ouro conquistado não é surpresa, apesar da concorrência que tinha do chinês Chen Yibing, atual campeão mundial e medalhista de ouro em Pequim neste aparelho.

 

A conquista é fruto simples da conjunção entre investimento certo e um talento preparado para vencer. Finalista nas argolas em todas as últimas grandes competições, Zanetti foi prata no Pan de Guadalajara, vice no Mundial de Tóquio também em 2011 e ouro no Universíade em Shenzhen, na China, em dezembro de 2011. A evolução aconteceu e o brasileiro chegou a Londres no auge da forma.

Fora o talento, também visto em outros ginastas brasileiros, como Diego Hypólito, Zanetti tem algo que falta ao colega: força mental para não sucumbir à pressão de estar no maior evento do esporte mundial. Após o ouro conquistado em Londres, sem lágrimas, Zanetti disse que estava preparado para superar todos concorrentes. “A cabeça é o que faz a diferença entre campeão e os outros”, disse.

Antes dos jogos, Zanetti já declarava estar confiante em um bom resultado. “Penso em medalha olímpica todos os dias, mas há também um forte trabalho psicológico”, disse. Talvez esteja aí o motivo principal para o feito histórico do ginasta.

Talentoso como Hypólito, Zanetti conquistou a primeira medalha para um ou uma ginasta brasileiro em Olimpíadas e o primeiro ouro de um atleta latino-americano nos Jogos. Hypólito, campeão mundial e com um currículo mais vitorioso nas competições internacionais de ginástica, parece travar ao lembrar que está numa Olimpíada. A medalha de Zanetti deve tirar este peso das costas de Diego, que como disse o colega Rodrigo Borges, só deve desculpas a ele mesmo.

Os resultados de Zanetti justificam a sua presença entre os 267 atletas que recebem incentivos do Bolsa Atleta do Ministério do Esporte. O paulista de São Caetano do Sul tem 22 anos e treina desde os sete. Recebeu incentivos da família – seu pai Arquimedes construiu os primeiros aparelhos para o filho – e tem como empresário Mosiah Rodrigues, primeiro ginasta brasileiro a participar de uma Olimpíada, em Atenas-2004.

(Foto:  Valterci Santos/AGIF/COB)

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Jornalista, 30 anos. Fã do Finazzi, maior ídolo da história recente do Goiânia E.C. É tão craque quanto.
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Um palpite

  1. (comentário mudando de assunto, ignorando o foco do texto)
    O choro e o pedido de desculpas do Diego Hypólito demonstram que ele não ficou satisfeito com o próprio desempenho, demonstram que ele sabia que era capaz de fazer mais do que fez, e que tem a sensação de ter desapontado um país inteiro. Ele não precisava se desculpar, mas o fato de ter feito isso mostra que ele tem vergonha na cara.
    A tranquilidade (e, até, um outro sorrisinho amarelo) com que a Fabiana Murer deu entrevista poucos minutos após ela ter feito o que fez (ou não ter feito), pra mim, é sinal de que ela tá satisfeita com o resultado dela, que ela foi lá pra isso mesmo. Diego Hypólito tentou, não conseguiu, e deixa bem claro que ele não ficou satisfeito com isso. Fabiana sequer tentou, com uma desculpa oficial que ninguém conseguiu engolir (porra, só ventou pra ela????), e parece que tá pouco se lixando.

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